Agricultores do Baixo Sul ampliam renda com culturas agrícolas consorciadas

27/06/2007

Agricultores do Baixo Sul ampliam renda com culturas agrícolas consorciadas


Cerca de 260 agricultores familiares da região do Baixo Sul vêm associando a produção de especiarias à de alimentos orgânicos e, dessa forma, ampliando suas rendas e movimentando o comércio local. Em destaque, o cultivo simultâneo do guaraná e de hortaliças, nas quais os agricultores conseguiram produções de 1400 e 200 toneladas/ano, respectivamente.
Com a expectativa de agregar valor à produção, através do beneficiamento dos produtos, apoio à comercialização e segurança alimentar, serão inaugurados em julho, dois centros de comercialização nos municípios de Taperoá e Ituberá, além de uma base de serviços, que funcionará como uma estrutura de apoio, disponibilizando serviços de assessoria contábil, administrativa, comercial e jurídica, além de oferecer espaços para depósito e exposição de produtos. Os centros de comercialização foram estruturados por duas cooperativas dos produtores e a base de serviços pela Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado.
Para viabilizar projetos de agroindustrialização no Baixo Sul, estiveram reunidos hoje (27), na Suaf, diretores do órgão e da Agência de Assessoria e Comercialização da Agricultura Familiar da Bahia (Aacaf) – entidade que representa os empreendimentos dos produtores familiares no Baixo Sul. “A idéia é agregar valor ao produto e ampliar a renda do agricultor familiar, fazendo com que a produção se aproxime do consumidor final e elimine o atravessador, conseguindo alcançar vários nichos novos de mercado”, considerou Pedro Azevedo, diretor administrativo da Aacaf.
Segundo ele, o processo agroecológico, que tem como princípio básico o uso racional dos recursos naturais, além de trazer ganhos ambientais, diminui a compra de insumos importados, aumenta a qualidade de vida e contribui para a auto-sustentabilidade.
O diretor da Superintendência de Agricultura Familiar, Rogério Pinto, considera a iniciativa importante para o desenvolvimento sustentável e para a agroindustrialização, que requer, além do suporte técnico e de infra-estrutura, uma padronização do produto para agregação de valor e competitividade no mercado. Dentre os programas da Suaf, existe o Sistema Estadual de Comercialização da Agricultura Familiar (Secaf), que tem a proposta de organizar e promover o comércio em sistemas de redes de produção da agricultura familiar nos mercados regional, estadual, nacional e internacional. A meta do Secaf é atender, em média, 5 mil famílias por território, totalizando 125 mil famílias comercializando seus produtos.

 

Ascom – Seagri
Ana Paula Loiola
3115-2767 / 2794