Agricultor do Baixo Sul amplia renda
Cultivos consorciados agregam mais valor aos produtos e trazem melhores resultados para a agricultora familiar
Cerca de 260 agricultores familiares do Baixo Sul baiano vêm associando a produção de especiarias à de alimentos orgânicos, ampliando sua renda e movimentando o comércio local. Em destaque, o cultivo simultâneo do guaraná e de hortaliças, nas quais os agricultores conseguiram produções de 1,4 mil e 200 toneladas/ano, respectivamente.
Com a expectativa de agregar valor à produção através do beneficiamento, apoio às vendas e segurança alimentar, serão inaugurados, em julho, dois centros de comercialização nos municípios de Taperoá e Ituberá, além de uma base de serviços que funcionará como uma estrutura de apoio, disponibilizando assessoria contábil, administrativa, comercial e jurídica, além de oferecer espaços para depósito e exposição de produtos.
Os centros de comercialização foram estruturados por duas cooperativas de produtores e a base de serviços pela Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf), da Secretaria da Agricultura (Seagri).
Para viabilizar projetos de agroindustrialização na região, estiveram reunidos, na quarta-feira, na Suaf, diretores do órgão e da Agência de Assessoria e Comercialização da Agricultura Familiar da Bahia (Aacaf) – entidade que representa os empreendimentos dos produtores familiares no Baixo Sul.
"A idéia é agregar valor ao produto e ampliar a renda do agricultor familiar, fazendo com que a produção se aproxime do consumidor final e elimine o atravessador, alcançando nichos novos de mercado", explicou o diretor administrativo da Aacaf, Pedro Azevedo.
Segundo ele, o processo agroecológico, que tem como princípio básico o uso racional dos recursos naturais, além de trazer ganhos ambientais, diminui a compra de insumos importados, aumenta a qualidade de vida e contribui para a auto-sustentabilidade.
Desenvolvimento sustentável
O diretor da Suaf, Rogério Pinto, considera a iniciativa importante para o desenvolvimento sustentável e para a agroindustrialização, que requer, além do suporte técnico e de infra-estrutura, uma padronização do produto para agregação de valor e competitividade no mercado.
Dentre os programas da superintendência, existe o Sistema Estadual de Comercialização da Agricultura Familiar (Secaf), que tem a proposta de organizar e promover o comércio em sistemas de redes de produção da agricultura familiar nos mercados regional, estadual, nacional e internacional. A meta do Secaf é atender, em média, 5 mil famílias por território, totalizando 125 mil famílias comercializando seus produtos.