Semi-árido será alvo de pesquisas

05/07/2007

 Semi-árido será alvo de pesquisas

Fapesb vai lançar editais para estimular projetos científicos, que já contam com recursos de R$ 2 mihões

Região mais carente do Estado, abrangendo dois terços de seu território, com seis milhões de habitantes, o semi-árido baiano vai ganhar um importante reforço no combate à pobreza e no estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento.

Até o final de agosto, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), lançará o Edital de Apoio a Pesquisas Voltadas a Resolução dos Problemas do Semi-árido.

O edital já conta com o valor de R$ 2 milhões da Fapesb e pode receber ainda recursos de outras secretarias e órgãos, dentro da política do Governo do Estado em dar prioridade ao desenvolvimento do Semi-árido. Numa segunda etapa, a Fapesb deverá buscar recursos também em bancos estatais e em órgãos federais de fomento à pesquisa.

Pioneira entre os estados nordestinos, a iniciativa visa a contribuir para a produção do conhecimento científico sobre o semi-árido e o desenvolvimento de soluções inovadoras para a melhoria das condições de vida da região. O edital foi debatido numa reunião na tarde de ontem, envolvendo diversas secretarias e órgãos de governo.

O secretário de CT&I, Ildes Ferreira, sugeriu a produção de um inventário sobre a produção do semi-árido, para aumentar a eficiência do processo de seleção, e apontou a necessidade de que toda pesquisa venha a ter um retorno para a população. "Isso é necessário para que os resultados não fiquem nas prateleiras das universidades e beneficiem efetivamente a comunidade do semi-árido", disse.

De acordo com a diretora da Fapesb, Dora Leal, os projetos de pesquisa deverão ter um caráter multidisciplinar, envolvendo grupos de pesquisas de diferentes áreas, associações comunitárias, cooperativas, ONGs e prefeituras.

Para isto, estão previstas ações como o lançamento de uma cartilha com o levantamento das demandas tecnológicas e de sensibilização da comunidade do semi-árido e a criação de um observatório de pesquisa, uma espécie de laboratório virtual sobre os projetos de pesquisas existentes e em andamento na região.

A primeira etapa do edital contemplará a fase de pesquisas e depois serão selecionados projetos para serem executados. Os projetos podem beneficiar os setores de biodiesel, a agroindústria, a agricultura familiar, a piscicultura e outros que contemplem a identidade dos territórios localizados na região.