Exportações baianas crescem 10,3% no primeiro semestre

06/07/2007
Exportações baianas crescem 10,3% no primeiro semestre
 
Promo registra uma movimentação recorde de US$3,38 bilhões no período
 

A valorização dos preços no mercado externo sustentou o crescimento das exportações baianas no primeiro semestre desse ano, quando as vendas do estado registraram uma elevação de 10,3% de faturamento, frente a igual período do ano passado. Na média, a alta de preços girou em torno de 9%. De acordo com o Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, o volume movimentado no exterior alcançou US$3,38 bilhões, o que caracteriza um novo recorde de exportação para o período da análise.

O aumento do faturamento não foi acompanhado por igual aceleração da produção, que cresceu fisicamente apenas 1,1% no primeiro semestre. Semelhante ao que aconteceu com as vendas externas, as importações também fecharam em alta. O desempenho foi duas vezes maior que o das exportações, com a elevação de 21,2%, fechando o resultado em US$2,46 bilhões. No confronto, a balança comercial baiana alcançou o resultado de US$92 milhões.

O gerente de informações e estudos do Promo, Arthur Souza Cruz, explica que os efeitos da valorização do real ante o dólar – com a queda da cotação de preços da moeda americana – afetam todos os empresários, independentemente do porte da atividade.

“Evidentemente que os pequenos e médios sofrem mais porque têm menos escala de manobra”, comentou o economista. Isso significa dizer que, em virtude da configuração da cadeia industrial baiana, os mais prejudicados com a retração do valor do dólar são as empresas de vestuário, confecção e de frutas. “Mas, o reflexo do câmbio atinge indistintamente todos os setores”, pondera Cruz.

As empresas Caraíba Metais, Petrobras, Braskem, Ford e Veracel Celulose foram as que lideraram as exportações no estado no primeiro semestre desse ano. Na lista dos mais exportados, destacam-se os fios e catodos de cobre, com US$441,5 milhões em vendas, o óleo combustível, com US$353,1 milhões, celulose, com US$346,9%, automóveis, US$308,2 milhões, o complexo de soja, com US$162 milhões e benzeno, com US$100,6 milhões. Já as importações foram impulsionadas pelos setores de bens de consumo e bens de capital.

Os principais destinos das vendas externas foram liderados pelos Estados Unidos, com 21% de participação, Argentina, 11,7%, Países Baixos, 9,3%, e China, 7,7%. Na lista de fornecedores, destacam-se o Chile, a Argentina, os Estados Unidos e a China.

TATIANY CARVALHO