Produzida para a região semi-árida

09/07/2007

Produzida para a região semi-árida

A variedade da melancia BRS opara, mostrada pela Embrapa SemiÁrido na Agrishow em Petrolina (PE), destaca-se pela produtividade, que vai de 40 a 60 toneladas por hectare, o que representa potencial produtivo para a cultura no País, na visão dos pesquisadores.


Mas a maior qualidade, destacam, é a resistência ao oídio, doença que ataca a melancieira ainda na fase da formação dos frutos. Quando atingida, a planta perde as folhas, que secam e caem, e seus frutos nascem menores, menos saborosos, de baixo valor comercial.


Na avaliação da pesquisadora Rita de Cássia Souza Dias, a reducia reducia ao oídio (CPATSA-2) e a variedade crimson sweet – a mais cultivada no Brasil. A seleção dos frutos a cada teste deu ênfase à obtenção de plantas produtivas. “Pelo menos um fruto por planta, o que nem sempre ocorre com outras variedades cultivadas na região”, explicaManoel Abílio de Queirós, pesquisador aposentado da Embrapa e professor do Departamento de Ciência Sociais da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

A variedade opara vai chegar ao mercado com frutos de boa aceitação comercial, do tipo crimson sweet, arredondados e grandes (de 11 kg a 14 kg), casca verde-escura, com estrias claras e boa resistência ao transporte. A polpa é levemente crocante e com alto teor de açúcares (em torno de 12° Brix).

A resistência ao oídio ainda torna viável uma segunda colheita de frutos de qualidade, pelo fato de a planta não sofrer danos causados pela doença: perda de área foliar e queimaduras nas melancias pela exposição direta aos raios solares, ressalta Rita de Cássia. O cultivo da BRS opara, de modo geral, é semelhante ao das demais cultivares de melancia. O plantio pode ser realizado o ano todo.

A pesquisadora, no entanto, sugere evitar plantios em períodos de temperaturas mais baixas, em solos com dificuldade de drenagens e sujeitos a alagamentos, ou excessivamente cultivado com melão, abóbora, pepino e maxixe.
ção na quantidade de insumos químicos para controle do oídio, baixa o custo de produção e diminui os riscos de contaminação ambiental.

E, por resistir à doença, a variedade é indicada para as áreas irrigadas do semiaacute;rido brasilero. Opara é como os índios denominavam o rio depois batizado de São Francisco pelo colonizador europeu. Nas margens do rio, em áreas irrigadas, nos municípios de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), estão uma das principais produções de hortaliças e frutas do País.

Até chegar à variedade, pesquisadores e técnicos realizaram muitas experiências em laboratório, a partir de um cruzamento entre um material genético sem valor comercial, mas com gen de resistência ao oídio (CPATSA-2) e a variedade crimson sweet - a mais cultivada no Brasil.