Indústria baiana avança 2,2%
Dentre os dez Estados brasileiros que apresentaram expansão dos índices regionais de produção industrial em maio, a Bahia ocupou a 5ª posição, com 2,2% de crescimento, enquanto a média nacional foi de 1,3%. No total, foram analisados os resultados de 13 unidades da federação, comparandoos com o desempenho no mês de abril, segundo informações divulgadas pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o crescimento do mês de maio, a Bahia acabou revertendo a tendência de queda que havia apresentado nos últimos três meses. Nesse período, o Estado teve perda de 6,6%. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 0,5%, conforme dados do Instituto. O setor de alimentos e bebidas apresentou a principal contribuição, com um incremento de 24,1%, impulsionado pelo avanço na produção de farinha, da extração de soja e também da produção de cervejas.
Por conta da maior fabricação de cimento e granito, o segmento de minerais e granitos também contribuiu para a expansão, com uma alta 16,4%. O crescimento de 9,5% da produção de embalagens para garrafões, garrafas e frascos foi outro agente responsável pelo crescimento do setor. Por outro lado, entre as áreas que obtiveram resultados negativos destacaram-se as de produtos químicos (-4,8%) e celulose e papel (-10,3%). A queda foi provocada, segundo o IBGE, pela redução do sulfato de amônio e amoníaco e da celulose e papel não reve stido.
Quando analisado o período de janeiro a maio de 2007, comparada com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana apresenta variação negativa de 0,2%. A indústria de transformação também apresentou decréscimo de 0,1%. Os gêneros que registraram taxas negativas no acumulado do ano com maior peso foram: refino de petróleo e produção de álcool (-5,0%) e celulose, papel e produtos de papel (-6,1%). Os veículos automotores tiveram a maior queda isolada do setor industrial: -10,8%.
Na passagem de abril para maio, no entanto, os índices regionais da produção industrial, ajustados sazonalmente, mostram expansão em 10 dos 14 locais pesquisados. Em sete deles, a indústria cresceu em patamar igual ou superior à média nacional, enquanto, em três Estados, expandiu menos que o índice nacional.
O Estado brasileiro que apresentou maior crescimento foi Goiás, com 6,1%. Ceará e Santa Catarina obtiveram o mesmo resultado, 3,4%. O Pará ficou com 2,5%, o Espírito Santo com 1,2% . Os Estados de Minas Gerais e Pernambuco apresentaram altas de 1,1% e 0,7%, respectiva mente.
São Paulo, maior parque industrial do País, teve crescimento igual à média nacional, ficando com 1,3%. Já os Estados avaliados que apresentaram redução foram Rio de Janeiro (-0,2%), Paraná (-0,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%) e Amazonas (-2,5%), segundo divulgou o IBGE. Em maio de 2007, comparado ao mesmo mês em 2006, os índices apresentam taxas positivas em 12 dos 14 locais pesquisados.
KLEYZER SEIXAS