O Que a Imprensa Diz dos Citrus
CITRICULTURA – NOVOS VENTOS?
Com a concentração ocorrida na produção de sucos cítricos, hoje centralizada em 4 grandes processadores no estado de São Paulo e os recentes impactos climáticos ocorridos na Flórida, novos horizontes se abrem na citricultura e exigem uma atenção redobrada no ambiente como todo.
Pela conhecida importância do negócio dos sucos de laranjas para o Brasil às poucas empresas menores e aos citricultores em geral, será imprescindível acertar no alvo do planejamento, melhorar suas eficiências, adotar ponderada política de negociação de matéria primas e assim tirar proveito dos bons ventos do presente momento.
A situação da citricultura na Flórida, como conseqüências dos furacões de 2005, mudaram os rumos dos pomares de lá (arrancam 5 arvores e plantam apenas 1, desestímulo em investir no negócio, concorrência imobiliária, etc.), nos levam a uma leitura de que este concorrente está temporariamente, ou até mesmo definitivamente abandonando o jogo.
Por outro lado a demanda de sucos cítricos é segura (mesmo com algumas bolhas), pois a grande maioria dos consumidores lá de fora toma suco de laranja como fonte de vitaminas. No Brasil suco de laranja é considerado como refresco e disputa espaço com Coca-Cola, Pepsi, tubas, refrescos em pó, etc., portanto sem condições de preços competitivos.
Logo o mercado internacional se estabilizará e começará aceitar os novos preços num novo patamar comercial para o FCOJ (Suco de Laranja Concentrado e Congelado), iniciando assim num novo ciclo.
O foco principal das indústrias é a garantia no suprimento de matéria prima.