Contribuir com o crescimento econômico do estado, mas também com o desenvolvimento socioeconômico dos 417 municípios baianos, sobretudo os localizados na região do semi-árido. Esta é a preocupação da Superintendência estadual do Banco do Nordeste (BNB), manifestada pelo superintendente Paulo Ferraro durante o Encontro Estadual da Política de Desenvolvimento Territorial na Bahia, realizado esta semana, pelo banco, para compatibilizar o planejamento estratégico da instituição com as diretrizes orçamentárias dos governos estadual e federal.
Entre as metas convergentes, Ferraro cita a prioridade ao desenvolvimento do semi-árido, com ênfase na agricultura familiar e em programas como o do biodiesel. A intenção, segundo ele, é canalizar para a região 60% dos recursos aplicados no estado. A estimativa é fechar 2007 com um montante de R$1,7 bilhão aplicados, sendo R$1,4 bilhão com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE).
Ferraro se disse ansioso, também, para conhecer os projetos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para a Bahia, que serão anunciados hoje pelo presidente Lula. “Pretendemos ser um agente financiador dos projetos do PAC no estado”, justificou, citando como exemplos obras que favoreçam o escoamento da produção, um dos gargalos ainda enfrentados no Nordeste. O superintendente estadual do BNB classificou como importantes as ações de infra-estrutura previstas no PPA do governo estadual (2008/2011), com destaque para a melhoria das BR-324 e BR-242, retomada da hidrovia do São Francisco e implantação da plataforma multimodal de Juazeiro, incluindo a recuperação da ferrovia Juazeiro/Aratu.
Esses projetos, na sua opinião, têm efeito multiplicador que certamente demandarão investimentos do banco junto com a iniciativa privada. “O importante é que os projetos estruturantes de grande porte nos territórios sejam includentes”, defendeu Paulo Ferraro, argumentando que só assim eles contribuirão, de fato, para o desenvolvimento regional. O BNB deverá fechar 2007 com um incremento de recursos de 17% a 20% em relação ao montante aplicado no estado em 2006.