Baixo Sul é referência em assistência técnica para a agricultura familiar

13/07/2007

Baixo Sul é referência em assistência técnica para a agricultura familiar


 

Experiências de assistência técnica e extensão rural (Ater), desenvolvidas pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), no Baixo Sul da Bahia, se tornam referência para a implantação de uma política de Ater no Estado. O aumento da produtividade dos agricultores familiares, de oito para 27 toneladas de mandioca por hectare, por exemplo, explicita a importância do trabalho social e econômico desenvolvidos na região.

São 2,5 mil produtores familiares assistidos tecnicamente pela empresa através de uma metodologia participativa. Entre os empreendimentos que se destacam estão a Associação dos Produtores do Vale do Juliana (Aprovale), no município de Igrapiúna; a Associação dos Apicultores e Meliponicultores de Camamu, além da Colônia de Pesca de Maraú.  

Segundo a chefe do escritório da EBDA no Baixo Sul, Ana Cristina Midleg, a metodologia participativa para uma Ater pública se diferencia por valorizar a cultura local e o trabalho conjunto entre os técnicos e os agricultores para definição das ações. “A elaboração do calendário de atividades é coletiva, para que não haja imposição; e a capacitação da equipe é feita no local, junto aos agricultores. Dessa maneira, o serviço de assistência técnica e extensão rural parte do conhecimento dessa realidade”, explica Midleg. Outra preocupação está associada à inserção dos jovens, mulheres e idosos nas atividades agrícolas e não-agrícolas.

As experiências foram apresentadas durante a oficina de planejamento de Ater para a agricultura familiar, que aconteceu ontem (12) e hoje (13) no Instituto Anísio Teixeira, na Avenida Paralela.

O encontro reuniu representantes de órgãos públicos e entidades civis organizadas que comungam de um mesmo objetivo: universalizar os serviços de assistência técnica e extensão rural para a agricultura familiar na Bahia, dinamizando a produção e a rentabilidade das propriedades rurais, a partir do acesso sistemático às informações tecnológicas e ao crédito.

Na oportunidade, foram definidas as estratégias e os mecanismos operacionais para implantação e monitoramento nas pequenas propriedades. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria da Agricultura do Estado, através da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) e Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrário (EBDA), além da Secretaria de Planejamento (Seplan), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

O secretário de Planejamento, Ronald Lobato, esteve presente no encontro e enfatizou a preocupação do Governo da Bahia na geração de trabalho e emprego, bem como a valorização do segmento da agricultura familiar para a auto-sustentabilidade. “A agricultura familiar é uma grande alternativa de renda. É preciso aumentar o valor agregado da produção e trazer para a base uma participação na agroindústria e também no agronegócio. A tecnologia e a construção de logística são fundamentais no processo”, considerou Lobato.

A meta do Estado é assistir tecnicamente 625 mil agricultores familiares e elevar a renda média das pequenas propriedades em 50%. Durante a oficina Universalização da Ater para a Agricultura Familiar foram elaborados ainda planos municipais e territoriais propostos pelo MDA.

Participaram também da atividade, representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Bahia (Fetag), Conselho Estadual de Territórios (Cet) e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

 

Seagri
Assessoria de Comunicação
Ana Paula Loiola
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