Inimiga perigosa dos bezerros
Responsável pelo maior rebanho bovino comercial do mundo, de 198 milhões de cabeças, o pecuarista brasileiro deve estar sempre alerta diante da diarréia neonatal, uma das doenças mais perigosas para o bezerro. Na avaliação de médicos veterinários, ela é uma das principais causas de perdas econômicas em bovinos jovens de leite e de corte.
Mas, amenizam, ao falarem que a vacinação da vaca prenhe é um dos métodos mais eficazes para prevenir a doença no bezerro.
Segundo médicos da Divisão de Saúde Animal da Pfizer, empresa da área de saúde humana e animal, entre as causas infecciosas da diarréia neonatal dos bezerros, incluemse as bactérias enterotoxigênicas, como a Escherichia coli K99, e ainda o Clostridium perfringens, do tipo C, que causa enterotoxemia hemorrágica.
INFORME TÉCNICO – Em publicação técnica no seu site, a Pfizer informa que a diarréia neonatal dos bezerros é uma síndrome de etiologia multifatorial, resultante da interação entre agentes infecciosos (bactérias, toxinas bacterianas, vírus, protozoários, parasitas), fatores não-infecciosos relacionados à alimentação e ao meio ambiente, às condições de higiene dos criatórios, densidade, manejo, condições sanitárias das mães. Bezerros acometidos por diarréia desenvolvem uma severa desidratação, desbalanço eletrolítico e acidose, que, em casos severos, podem levar à morte.
ESTUDOS PRÁTICOS – A Divisão de Saúde Animal da Pfizer divulgou resultado de estudos realizados em 36 fazendas de criação de gado de corte e leite envolvendo 720 vacas e novilhas de diferentes raças, com idade entre 24 e 154 meses em várias regiões do Brasil, em que assegura que a vacinação realizada com ScourGuard 3(K)/C é segura e eficaz no controle da diarréia neonatal dos bezerros.
A vacinação foi feita em fêmeas prenhes, aproximadamente 45 e 30 dias antes do parto. “A vacinação de vacas prenhes via ScourGuard 3(K)/C representa uma ferramenta de grande utilidade para os médicos veterinários e fazendeiros na prevenção da diarréia neonatal”, comenta Rodrigo Valarelli, gerente de produtos e desenvolvimento local da Unidade de Bovinos da Pfizer.
“Também é importante assegurar a ingestão do colostro pelo recémnascido nas primeiras horas de vida, bem como adotar as boas práticas de manejo alimentar e higiene para complementar o programa de controle da diarréia neonatal”, recomenda Valarelli.
Bezerros acometidos apresentam desidratação, perda de peso, atraso no crescimento, o que pode levar ao risco de morte. O produtor deve estar atento a todos os detalhes, desde a concepção, nascimento e crescimento à produção de animais para corte ou leite.
* Na Bahia, estudo de controle da diarréia neonatal de bezerro por meio da vacinação das vacas ocorreu em fazendas dos municípios de Bananal, Cachoeira e Eunápolis. Além da Bahia, o estudo com a vacina SC 3 (K) envolveu 33 fazendas em 15 outros estados.