Governo articula o Parque Tecnológico
A TecnoVia vai abrigar empresas das áreas da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), biotecnologia e energia
Com o objetivo de apresentar e ampliar as parcerias no projeto do Parque Tecnológico de Salvador (TecnoVia), que será implantado na Avenida Paralela, várias secretarias, órgãos do Governo do Estado e parceiros se reuniram para estabelecer ações articuladas.
O Parque Tecnológico de Salvador irá abrigar prioritariamente empresas das áreas da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), biotecnologia e energia, além de incubadoras, centros de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios de núcleos de pesquisa e áreas compartilhadas para a interação entre universidades e empresas.
Também alojará um consórcio de pesquisas universitárias, incubadoras e empresas de base tecnológicas e um centro de convergência do Sistema Estadual de Inovação na Bahia, nas esferas pública, acadêmica e empresarial.
Ele está sendo concebido em três eixos: o da inovação (como instrumento de atração de empresas), da tecnologia (esfera institucional de suporte à interação entre universidades e empresas) e da ciência (estratégia de fortalecimento da produção científica local).
Atualmente existem no Brasil cerca de 40 parques tecnológicos implantados e em fase de implantação, sendo 18 na região Sudeste, 12 no Sul, seis no Nordeste, um no Centro-Oeste e outro no Norte.
O Parque Tecnológico foi apresentado na última sexta-feira, no auditório da Secretaria do Planejamento (Seplan), pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, Ildes Ferreira, que destacou a importância das parcerias.
"A implantação do parque requer uma articulação política e institucional, com a mobilização e o envolvimento dos governos estadual e federal, da prefeitura de Salvador, universidades, centros de pesquisas, empresas e ONGs."
Terreno e emendas
– Ferreira informou que para a implantação do parque já existem um terreno de 500 mil metros quadrados e duas emendas orçamentárias, com recursos que somam cerca de R$ 30 milhões, propostas pela bancada federal da Bahia. Para o início da construção, o TecnoVia já conta também com a licença ambiental prévia, concedida pelo Centro de Recursos Ambientais (CRA).O secretário Ronald Lobato disse que o projeto do Parque Tecnológico é digno de elogios e lembrou que o Governo do Estado tem o eixo de desenvolvimento orientado para a educação, saúde, trabalho e geração de renda.
Por isso, ele acredita que o TecnoVia irá contribuir para o desenvolvimento da Região Metropolitana do Salvador, com a geração de emprego e renda.
Entusiasta do projeto, o gerente-geral da Refinaria Landulpho Alves, em Mataripe (RLAM), Cláudio Romeo Schlosser, manifestou o apoio da Petrobras à implantação do empreendimento. "Saio muito satisfeito daqui, com a possibilidade de integração", ressaltou. Segundo ele, o Parque Tecnológico pode ajudar a RLAM "a vencer desafios tremendos na área de biocombustíveis e biomassa".
Já a diretora-geral da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), Dora Leal, disse que a parceria com a academia tem possibilidade de êxito, na medida em que a Bahia conta com grupos de pesquisa de excelência no Brasil, nas áreas de física, química e imunologia, dentre outras.
A diretora-geral do CRA, Bete Wagner, lembrou que o órgão esteve envolvido com o projeto de Parque Tecnológico "de uma maneira muita decidida", lembrando a dedicação da equipe técnica e a capacidade de diálogo para viabilizar a licença ambiental.
Especialista gaúcha
aprova modelo baiano
Após conhecer o projeto do Tecnovia, Renita Dametto, ex-secretária de Ciência e Tecnologia de Porto Alegre, especialista em parques tecnológicos, avaliou positivamente o modelo baiano.
"O Tecnovia possui uma concepção moderna e alinhada com os melhores modelos europeus de parques tecnológicos. Agrega uma grande diversidade de empresas baianas ligadas à área, criando espaço para a popularização da ciência, e dá ênfase às preocupações socioambientais", opinou Dametto.
Na sexta-feira, Renita Dametto esteve reunida com a secretária Eva Chiavon, da Casa Civil, e o secretário Ildes Ferreira.