Bahia discute ampliação dos portos O assunto foi tratado, ontem, durante a visita do ministro Pedro Brito aos terminais de Aratu, em Candeias, e de Salvador A construção da Ferrovia Leste-Oeste e a ampliação dos portos baianos, com a solução dos seus problemas junto aos governos estadual e municipal, empresários e sindicatos do segmento, foram temas de debate, na visita à Bahia do ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Pedro Brito. Ele esteve nos portos de Aratu, em Candeias, e de Salvador. "O PAC prevê um investimento de R$ 190 milhões para construção de uma pista de seis quilômetros em Salvador que vai permitir a ampliação do seu porto sem prejudicar o trânsito local", afirmou Brito. O ministro disse que o governo da Bahia já está licitando o projeto e que as obras devem começar no início de 2008. Quanto à expansão do Porto de Salvador, declarou que determinou as providências para a licitação das obras para empresas privadas. A área se destinará a um novo terminal de contêineres. Operação primitiva – Sobre o Porto de Aratu, Brito afirmou que o diagnóstico aponta para a necessidade de uma maior área de estocagem para os minérios, o que impede que novos navios sejam operados. "Precisamos reequipar esse porto, realizando uma modernização do maquinário utilizado. O que é feito aqui, hoje, é uma operação primitiva em relação ao que é feito mundo afora", comparou.A capacidade de movimentação dos portos baianos atualmente é de 10 milhões de toneladas anuais. "Esperamos aumentar esse fluxo para 18 milhões de toneladas até 2011", disse. Importância – "A capacidade portuária da Bahia é estrategicamente muito importante para o Brasil, porque a localização do estado permite o rápido acesso a portos americanos e europeus e pode ter ainda uma conexão com todo o Centro-oeste brasileiro", explicou o ministro.Ele lembrou também da fruticultura do São Francisco, que precisa de uma via exportadora. "Esperamos contribuir, juntamente com as autoridades locais, empresários e trabalhadores, para harmonizar todas essas relações e garantir uma melhor qualidade da operação portuária na Bahia", afirmou. ,P align=justify> Segundo Brito, no início de setembro, Salvador vai sediar um encontro da Comissão Interamericana Portuária, que reúne os maiores países portuários do mundo. Para o ministro, a Bahia vai ter a oportunidade de ver o que há de mais avançado em tecnologia portuária. Investimentos – "Os portos baianos precisam avançar para poder ter eficiência em movimentação de carga comparada aos melhores portos do mundo. Hoje, são comuns instrumentos robotizados, por exemplo, e precisamos de muitos investimentos para obter padrões de comparação com outros portos", disse Brito.De acordo com o ministro, a Bahia não tem capacidade orçamentária para esses investimentos. "Nossa função é estabelecer o marco regulatório para a atração do capital privado", afirmou. |