EBDA discute propostas para programa de apicultura
Uniformizar as informações e procedimentos para elaborar um projeto de Extensão Rural e Assistência Técnica em Apicultura para o Estado da Bahia. Este foi o objetivo do 1º encontro dos profissionais de apicultura realizado nos dias 24 e 25, no Centro de Treinamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), em Itapuã.
Mais de 40 técnicos da empresa, de todas as regiões do estado, representantes de órgãos públicos e agentes financeiros discutiram e apresentaram propostas sobre como trabalhar em parceria nesse projeto.
Capacitação intensiva para técnicos, apicultores e meliponicultores por território, construção de unidades de beneficiamento de mel e regularização das existentes, certificação dos produtos, além da elaboração de projetos Pronaf, foram algumas das sugestões dos técnicos para que a empresa desenvolva a atividade com êxito nas regiões.
“No evento conhecemos as dificuldades de cada território, avaliamos a capacidade técnica e operacional, estabelecemos uma linha de ação para assistência técnica e ouvimos dos parceiros como podem contribuir para desenvolvermos a atividade no estado”, disse o diretor de pecuária da EBDA, Osvaldo Alves Sant`Anna.
Osvaldo chamou atenção para a qualidade técnica da EBDA. “Com técnicos especializados em apicultura lotados nos diversos biomas podemos tornar a prática de desempenho e monitoramento da atividade um hábito constante, verificando os possíveis cenários de modificações e resultados”, concluiu.
Outras propostas apresentadas foram o fortalecimento da atividade, através do associativismo e cooperativismo e a conscientização da comunidade quanto à importância do mel na alimentação. “Através de visitas, cursos ou parcerias com as secretarias de educação dos municípios (para disponibilizar mel na merenda escolar), e com creches e asilos, incentivando o uso diário e possibilitando um canal de comercialização para os apicultores”, constatou o técnico da EBDA de Itaberaba, Unaldo de Sena Santos.
A realização das Feiras do Mel e Dias-de-Campo, em cada território, também foram destacadas pelos participantes. De acordo com a coordenadora de apicultura da empresa, Vandira da Mata, essas são algumas das propostas da empresa para atuar, no Estado da Bahia, na área de apicultura. “Nossa expectativa é a empresa dispor de uma proposta concreta de ATER para a apicultura e apresentar à sociedade e aos diversos níveis de governos. Como entidade de Extensão Rural e Assistência Técnica nos propomos a trabalhar com todas as instituições que desenvolvem ações na atividade, como a Conab, o Sebrae, universidades, órgãos públicos, organizações de apicultores e agentes financeiros, Desenbahia, Banco do Nordeste e do Brasil,”, assegurou Vandira.
O diretor da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), Wilson Dias, ressaltou como o estado pode fortalecer a atividade de apicultura. “Em parceria com a EBDA, a SUAF vai aprimorar as ações de assistência técnica, ampliar o número de apicultores e, sobretudo, inserir, de uma forma mais dinâmica, a juventude nesse processo”.
A atividade
A apicultura é uma das atividades econômicas que mais se enquadra no conceito de sustentabilidade propagado pelo mundo. Estima-se que cada R$ 5.000,00 investido na apicultura gera um emprego ou uma ocupação.
Na Bahia, segundo o Estudo da Cadeia Produtiva de Apicultura, existem 95 mil colméias, 5,8 mil apicultores, organizados em 127 associações, que obtêm uma produtividade de 3.850 toneladas de mel por ano. A média por apicultor é de 32 colméias e 19,7 kg de mel por colméia/ano.
Estima-se que o Brasil tem um potencial inexplorado de, pelo menos, 200 mil toneladas de mel, além dos demais produtos de colméia. A polinização intensiva, realizada pelas abelhas do gênero Apis, favorece a manutenção da biodiversidade, impactando positivamente a sustentação do ecossistema local, bem como permitindo ganhos de produtividade em diversas culturas, em função da polinização.
EBDA/Assimp