Fenagri 2007 anuncia bons negócios
Montante de vendas é resultado de 405 encontros entre 73 compradores e prestadores de serviços de vários países
Foram um sucesso as rodadas de negócios realizadas durante a Feira Internacional de Agricultura Irrigada (Fenagri 2007), em Juazeiro. Com 405 encontros realizados e um total de 73 participantes - compradores internacionais da Itália, México, EUA, República Checa e França, além de compradores e prestadores de serviços nacionais -, a rodada gerou uma estimativa de negócios a curto prazo de cerca de US$ 951 mil.
Os dados acabam de ser divulgados pelo Promo - Centro Internacional de Negócios da Bahia, que realizou a rodada em conjunto com o Sebrae, o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf) e a Apex Brasil, nos dias 19 e 20 de julho, durante a Fenagri, considerada a maior feira de fruticultura da América Latina.
De acordo com os organizadores da rodada, além de vender seus produtos, os produtores e exportadores baianos puderam fechar negócios visando o desenvolvimento de parcerias técnicas, tecnológicas e comerciais. O evento proporcionou ainda a troca de conhecimentos e experiências.
O superintendente do Promo, Ricardo Saback, que esteve na rodada, disse que a mesma teve o objetivo de fomentar novas oportunidades de negócios e aumentar a inserção das micro e pequenas empresas no processo de globalização, através da colocação de seus produtos no mercado externo.
"Identificamos demandas e ofertas locais, nacionais e internacionais de fruticultura, máquinas e equipamentos, embalagens e vinhos, e temos certeza de que os bons negócios não param por aqui".
Importância da feira
A importância da rodada de negócios da Fenagri se justifica pela relevância da fruticultura brasileira no cenário mundial. De acordo com dados do Promo, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, atrás apenas da China e da Índia, com uma produção que supera os 38 milhões de toneladas.
A Bahia responde por aproximadamente 10% da produção nacional, ou seja, 4,2 milhões de toneladas, movimentando algo em torno de R$1,2 bilhão. Terceiro exportador de frutas do Nordeste, atrás do Ceará e do Rio Grande do Norte, a Bahia estruturou e consolidou pólos para suas exportações que, apesar dos problemas cambiais, saltaram de 90,5 mil toneladas, em 2004, para 106,7 mil toneladas, em 2006. Segundo técnicos do Promo, no mesmo período a receita subiu de US$ 74,9 milhões para US$ 115,5 milhões.
O setor de frutas e suas preparações obtiveram um incremento de 11,5% nas receitas, que totalizaram US$ 115,5 milhões no ano passado, um bom desempenho dentre os mais importantes segmentos da pauta de exportações da Bahia. Os embarques cresceram 1,4% no ano passado, com o preço médio crescendo em torno dos 10%. Os maiores volumes ficaram por conta da uva, da manga, do limão e do mamão.
No primeiro semestre de 2007, as vendas externas do setor somaram US$ 22,7 milhões, superando em 1,7% as receitas do mesmo período de 2006, mesmo com uma queda no volume embarcado de 11,5%. Isso demonstra melhora nos preços externos, em média 15% superiores aos praticados no primeiro semestre de 2006.
O principal mercado para as frutas da Bahia continua sendo o europeu, com aproximadamente 76% do mercado. As vendas para os Estados Unidos e Ásia, apesar das barreiras tarifárias e não-tarifárias, vêm evoluindo, resultado do esforço dos produtores na adequação dos produtos aos rígidos quesitos de qualidade exigidos pelos países compradores. Em 2005, a Bahia alcançou novos mercados, com a liberação da exportação de manga para o Japão e de mamão para os EUA.