Produtos têm certificação ambiental
Há dois anos, integrante desse projeto e com outras experiências na área de Juazeiro (num raio de 500 km, contando com o distrito do Salitre), o Irpaa desenvolve parceira em outros municípios, a exemplo de Jaguarari, Senhor do Bonfim, Sento Sé, Curaçá, Abaré e Rodelas (BA) e Petrolina, Santa Maria da Boa Vista e Orocó (PE). Em Senhor do Bonfim, há um trabalho com plantio de abacaxi, café e cacau. Em Jaguarari, a experiência é com jaca, abacate, café e mel orgânico.
“Aproveitamos o clima frio para testar novos produtos que não são comuns de serem vistos numa região quente como a semiaacute;rida”, ressalta Moacir Nunes, também presidente da Cooperativa Agropecuária Familiar Orgânica do SemiAacute;rido.
Eles trabalham com produtos certificados pela Associação de Certificação de Produtos Orgânicos Chão Vivo do Espírito Santo. A explicação pela escolha de uma certificadora de lugar tão distante, quando existem outras mais próximas, é dada pelo técnico: “Escolhemos essa certificadora porque mantém a mesma linha de trabalho do Irpaa, que não se preocupa apenas com a certificação, mas com os agricultores familiares”, explica. Atualmente, eles usam o método de certificação de grupo, mas esperam chegar ao modelo participativo, onde todas as famílias trabalham sob as mesmas regras e porcentagens de gastos e lucros.
Ao todo, existem hoje cerca de 250 famílias em todas as cidades que recebem as visitas técnicas do Irpaa e têm o sistema de hortas orgânicas .
Dessas, 108, no bairro João Paulo II, 45, no Salitre e outras localidades e as outras nas demais cidades. “Este ano, começamos um trabalho novo com quatro associações do distrito de Maniçoba: Conchas, Pontal, Campos e Saco do Meio, com cultivo de mamão, manga, e maracujá, tudo orgânico”, diz Moacir Nunes, lembrando que os agricultores já conseguiram exportar seus produtos este ano.