Bahia abre novo mercado com a exploração de gás natural
Com a assinatura do primeiro contrato de fornecimento de gás natural com produtor independente atuando em campo marginal, a Bahia abre um novo mercado no Brasil para exploração de gás e petróleo por pequenos e médios produtores.
O contrato assinado ontem pela Bahiagás e a consórcio baiano ERG Petróleo e Gás reativa o campo de Morro de Barro, na Ilha de Itaparica. São considerados campos marginais antigos campos desativados pelo uso de grandes empresas do setor, muitos já sem operação há mais de 20 anos.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), dos 316 campos de petróleo e gás do Brasil, 157 são marginais ou maduros. A intenção da agência é colocá-los novamente a leilão para exploração por produtores independentes, já que não mais representam interesse para as grandes empresas do setor, como a Petrobras. Os campos desativados só correspondem a 0,6% de toda a reserva nacional de petróleo.
"Pode ser pouco para uma grande empresa petrolífera, mas não para um pequeno ou médio produtor, já que eles ainda detêm cerca de 600 mil barris de petróleo", afirmou o presidente da ANP, Haroldo Lima.
Cerca de 70% dos campos desativados, ainda com grandes potenciais de exploração, encontram-se na Bahia. Na solenidade de assinatura do contrato, o governador Jaques Wagner destacou a importância do ato.
"Tudo começou com um primeiro poço, em Lobato, e agora recomeça com a nova atividade de exploração de um chamado poço marginal, que volta a produzir por um grupo baiano de pequeno porte."
Na Bahia, o gás natural tem tido cada vez mais uma participação maior na matriz energética baiana, representando 16%. O produto chega a atingir 30% da matriz energética na área industrial.