Crédito, capacitação e assistência técnica vão revitalizar o algodão no Sudoeste

09/08/2007

Crédito, capacitação e assistência técnica vão revitalizar o algodão no Sudoeste


Ao encerrar hoje (09), o seminário “Desafio da Cadeia Produtiva do Algodão”, em Guanambi, o superintendente de Agropecuária da Secretaria da Agricultura (Seagri), Wilton Cunha, disse que o evento reuniu as principais idéias para repor, na região, as áreas produtivas de algodão da Bahia. “Vamos distribuir essas idéias por instituições e empresas, identificadas com cada ação, e tomar decisões definitivas para que as ações sejam executadas”, afirmou.

Cunha explicou que serão montadas uma coordenação executiva em Guanambi e uma coordenação estratégica em Salvador, envolvendo órgãos como EBDA, Adab, universidades, Instituto Itagro, Sebrae, bancos e agentes financeiros para supervisionar as diretrizes definidas no seminário.

“Na área de assistência técnica envolveremos a EBDA e o setor privado, enquanto na capacitação e treinamentos, além da EBDA, contaremos com a parceria do Sebrae para executar as ações; teremos ainda um deslocamento imediato, se for necessário, de uma patrulha mecânica para trabalhar a subsolagem a região”, disse ainda o superintendente. 

Redução de juros

Outra medida, ainda no nível governamental, será a discussão sobre as formas de alinhamento e prolongamento das dívidas dos agricultores da região junto aos agentes financeiros bem como a disponibilização de novos créditos para a revitalização da cultura.

“O Banco do Nordeste é parceiro de projeto de revitalização da cultura do algodão e vai disponibilizar linhas de crédito da Poupança Rural para atender aos agricultores familiares que estão aptos a receber o crédito”, ressaltou o gerente do Banco em Guanambi, Deílson Rocha, que chama atenção para o grande número de agricultores inadimplentes na região. “Isso ainda é decorrência de financiamentos passados, de custeio de algodão da safra de 1996 a 1998. Mas, hoje, devido à lei 11.322, os agricultores podem regularizar a dívida, obter descontos com a redução das taxas de juros e continuar trabalhando com o banco”, afirmou Deílson.

 


O agricultor familiar, Germínio Filho, do município de Pindaí, mostrou-se entusiasmado com as ações discutidas no seminário. “Acredito que essas propostas, principalmente as de testes de variedades resistentes a pragas e a disponibilização de crédito, podem fortalecer a cadeia produtiva e nos estimular a voltar a produzir algodão na região”, disse o agricultor.


09/08/2007
Ascom – EBDA
(71) 3115-1910/1803