Exporural tem espaço para agricultura familiar

10/08/2007

Exporural tem espaço para agricultura familiar


Uma das principais atrações da 10ª edição da Exporural é a Vila da Agricultura Familiar, que está apresentando inovações tecnológicas para o setor, técnicas de manejo sanitário e melhoramento genético do rebanho. O espaço reúne empreendimentos de todo o estado num espaço de 900 metros quadrados, onde estão expostos derivados do mel, leite, cana, castanhas, dentre outros.

A vila foi criada pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), por intermédio da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf), que tem como objetivo valorizar os produtos regionais, além de possibilitar a troca de experiências entre os pequenos produtores e o fechamento de contratos de venda.


O superintendente da Agricultura Familiar, Ailton Florêncio, considera de extrema importância o apoio que o Governo do Estado tem dado à participação dos empreendimentos em feiras e exposições. “Essa é uma estratégia de divulgação e vendas, mas também servirá para que as cooperativas se credenciem, ampliando a sua participação no mercado”, afirmou.


A cachaça artesanal e orgânica ganha destaque nesta edição da feira, como alternativa de desenvolvimento tecnológico e social. Um outro ponto forte está na criação de galinha caipira, apontada pelos produtores como alternativa de geração de renda. Também estão expostos artesanatos produzidos em comunidades quilombolas.

“Achei ótima a idéia da vila, ficou mais organizada a distribuição dos estandes, dando oportunidade a todos. Esse espaço é uma conquista nossa e da agricultura familiar”, considerou Juvaldino dos Santos, o artesão do município de Irará, satisfeito em ter vendido a maior parte das panelas de barro que levou para a exposição.

Oportunidade

O trabalho diferenciado e artesanal chamou a atenção dos que passaram pelo local. O descendente indígena Valfredo dos Santos (Xauã), da aldeia Ascare (a 48 km de Eunápolis) expôs almofadas, tapetes, móveis artesanais e gamelas de madeira. A tribo tem um trabalho diferenciado no trançado de piaçava com fibra de madeira e sisal para produção de cestas, fruteiras e cortinas. “Consegui aumentar a renda familiar de R$150,00 a R$1.500,00 comercializando o produto na cidade e difundindo a cultura indígena”, declarou.

Durante a feira estão sendo divulgadas estratégias de comercialização dos produtos da agricultura familiar, com foco na prospecção de mercado, certificação de produtos e escolha de uma marca ou identidade visual. A oficina reuniu representantes de todo o estado.

Assessoria de Comunicação da Seagri
Ana Paula Loiola
3115-2767 / 2737
10/08/2007