Governo tem programa para incrementar produção de mel

17/08/2007

Governo tem programa para incrementar produção de mel

Mais de 500 pessoas, entre técnicos, produtores familiares, especialistas e estudiosos do segmento apícola, participaram do IV Congresso Baiano de Apicultura que aconteceu durante toda a semana no Centro Cultural e de Eventos de Porto Seguro. Com o tema Cooperar para Competir, o evento enfocou a construção coletiva e o fortalecimento das entidades representativas estaduais, no sentido de ampliar ações para melhorar a qualidade e adequar a produção aos mercados consumidores.

Na oportunidade também foram difundidas tecnologias e informação de mercado atualizados, proporcionando aos congressistas um entendimento sobre toda a cadeia produtiva e, principalmente, sobre a preservação do meio ambiente. Cerca de 70% das lideranças do segmento apícola do país estiveram presentes no encontro. O congresso aconteceu em paralelo à Feira da Cadeia Produtiva Apícola e ao I Fórum de Gestão Estratégica deste setor.

O IV Congresso Baiano de Apicultura é uma realização da Secretaria da Agricultura do Estado, em parceria com Confederação Brasileira de Apicultura e da Câmara Técnica de Apicultura da Bahia. Além do mel, que representa 85% dos sub-produtos apícolas no mercado, foram apresentadas alternativas e técnicas para o aumento da produção de própolis, cera e pólen, a fim de atender às exigências do mercado e, sobretudo, da indústria farmacêutica, no uso terapêutico, produção de medicamentos e de cosméticos. Esses subprodutos já têm agregado valor e ampliado a renda dos apicultores familiares, principal mão-de-obra na apicultura.

A venda direta ao varejo também é um diferencial atrativo. “Com a venda de 1quilo de pólen, o produtor recebe em média R$ 30,00, mas se ele vende ao varejo, recebe R$ 70,00 por quilo”, informou o consultor do Sebrae e membro da Câmara Técnica de apicultura, Marcos Dantas. O pólen é um produto nutritivo dotado de notáveis propriedades profiláticas e terapêuticas. É rico em aminoácidos essenciais, favoráveis ao crescimento e tem grandes propriedades reguladoras dos processos vitais.

Na oportunidade, foi divulgado o Programa de Desenvolvimento Estratégico de Apicultura no Estado da Bahia para os próximos quatro anos, elaborado a partir do estudo da cadeia produtiva e que aponta os desafios para o desenvolvimento do setor quanto à produção, processamento e comercialização, bem como as ações a serem desenvolvidas para transformar a Bahia no maior produtor de mel do Nordeste. Atualmente o Estado é o terceiro produtor de mel, estando atrás de Piauí e Ceará. O planejamento aponta como prioridades a adoção de técnicas de manejo modernas e adequadas a cada região apícola, a ampliação do acesso às casas de mel e a diversificação da produção.

O Governo da Bahia quer inserir 10 mil apicultores no Estado e promover um cadastramento para estudo da cadeia produtiva do mel, apoiando projetos e iniciativas de incremento da produção. As ações integram o programa Sertão Produtivo, desenvolvido pela Suaf, para desenvolvimento das principais cadeias produtivas do Semi-árido baiano, aperfeiçoando os sistemas de policultivos verticalizados, ampliando a produção e gerando renda. 

Atualmente na Bahia existem 5.800 apicultores, 195 mil colméias e uma produção média de 4 mil toneladas por ano. O Estado ainda concentra um total de 127 associações apícolas e 13 cooperativas. O setor movimenta cerca de R$ 25 milhões no Estado.

Para a engenheira agrônoma da EBDA e coordenadora Estadual de Apicultura, Vandira Pereira, o emprego da mão de obra familiar no manejo dos apiários representa uma atividade de produção de alimento e remédio, fonte de renda e preservação ambiental para as famílias envolvidas. “O mel produzido na Bahia é um produto orgânico de qualidade superior, é também um produto de grande aceitação no mercado internacional devido às suas propriedades organolépticas de sabor, aroma e cor exclusivos e por não possuir aditivos químicos ou conservantes”, avalia.

O Nordeste baiano já comercializa o produto para o exterior, de maneira indireta, através de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Ceará e Paraná. Dentre os maiores produtores da região se destaca o município de Ribeira do Pombal, sede de uma central de cooperativas, uma cooperativa singular e três associações de apicultores, estando no ranking nacional como um dos principais produtores do país, segundo o IBGE.

17.08.2007
Assessoria de Comunicação da Seagri
Ana Paula Loiola (71) 3115-2767 / 2737