Obras no Porto de Ilhéus custarão R$16 milhões

22/08/2007
Obras no Porto de Ilhéus custarão R$16 milhões
 
Ordem de serviço para a primeira etapa, no valor de R$4 milhões, vai ser assinada amanhã pela Codeba
 

A Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) assina amanhã a ordem de serviço para início imediato da primeira etapa das obras emergenciais do Porto de Ilhéus, sob a responsabilidade da Belov Engenharia, no valor de R$4 milhões, do total de R$16 milhões já liberados pelo governo federal. O processo licitatório para a segunda etapa, que absorverá os R$12 milhões restantes, já foi iniciado e a expectativa do presidente da Codeba, Newton Ferreira Dias, é que as obras, que incluem a dragagem do porto para permitir a atracação de navios com calado de até 14m (atualmente é de 10m), sejam iniciadas antes da conclusão da primeira fase, que tem previsão de 120 dias.

Além disso, estão previstos recursos para modernização do Porto de Ilhéus e demais portos baianos no orçamento da União, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Estamos batendo todos os recordes com os portos baianos e o de Ilhéus deve fechar o ano com uma movimentação em torno de 1,2 milhão de toneladas só de soja”, comemorou o presidente da Codeba. A expectativa, diz Newton Dias, é que o porto ilheense possa ser utilizado, a médio e longo prazos, também, para escoamento de outras cargas do estado, como de celulose produzida no extremo Sul do estado, pelas empresas Bahia Sul Celulose e Veracel, e de minério de ferro da Bahia Mineração, de Caetité. Nos primeiros meses de 2007 foi registrado um incremento de mais de 70% na movimentação de cargas no porto em relação ao mesmo período do ano passado, em função do crescimento das exportações de soja do oeste baiano.

A Codeba encomendou à Fundação Cefet estudo de viabilidade econômica para a segunda etapa das obras e está elaborando projeto de licença ambiental junto ao Ibama. A primeira fase compreende obras de recuperação e reforço de infra-estrutura, como restauração do paramento, pavimentação e remodelação da borda do cais e reforço do estaqueamento para aumento do calado. “Esses serviços emergenciais são necessários para conter a fuga de materiais do aterro hidráulico”, explicou Dias.

MÔNICA BICHARA