Municípios beneficiados com doação de 230 mil alevinos
Os municípios de Lauro de Freitas, Camaçari, São Domingos e Brejões acabam de receber cerca de 230 mil alevinos de tambaqui, tambacu, piau, carpa e tilápia do Nilo, doados pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura do Estado. A distribuição dos peixes faz parte do programa de peixamento de aguadas desenvolvido pela empresa, visando melhor nutrir as comunidades carentes e ensinar as técnicas de manejo para o melhor aproveitamento deste cultivo.
A doação ajuda a devolver aos rios suas espécies naturais e também a assegurar uma melhoria na alimentação e aumento na renda, obtida com a venda do pescado. Os filhotes de peixes produzidos nas estações de piscicultura da Bahia Pesca são de espécies de fácil adaptação e de alto valor nutritivo, pois apresentam teor elevado de gordura em sua carne. O excedente da produção pode ser comercializado, gerando renda extra para a população.
ORIENTAÇÃO – Técnicos da Bahia Pesca também vão ministrar treinamento aos produtores. Essa orientação vai desde a maneira de adequar as barragens para receber os filhotes, passando pela alimentação correta e finalizada com a despesca, que é a colheita do peixe cultivado. São passadas, em todos os peixamentos, todas as informações necessárias para a piscicultura semi-intensiva praticada na região de entrega.
Até o final do mês, 39 mil alevinos serão doados em Ilhéus, Taperoá e Ourolândia. Somente este ano, o programa de peixamento da empresa distribuiu quase quatro milhões de alevinos em diversas regiões do Estado. Foram atendidos 150 municípios, sendo que cerca de 10 mil famílias carentes foram auxiliadas com o peixamento dos rios locais.
Especialistas debatem a aqüicultura
A aqüicultura e boas práticas de manejo para a piscicultura serão discutidas, a partir de amanhã até o dia 30, no I Congresso Brasileiro de Produção de Peixes Nativos de Água Doce e no I Encontro Estadual de Piscicultores, que acontece em Dourados (MS).
No encontro, a pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Adriana Marlene Moreno Pires irá abordar as boas práticas de manejo (BPMs) para a piscicultura, visando à conservação do meio ambiente. Para a especialista, em função da globalização dos mercados, consolida-se a necessidade da adequação das mais diferentes atividades produtivas, inclusive as aqüícolas, tanto sob o ponto de vista ecológico quanto social.
"É claro que, além das dimensões ecológicas e sociais, não se pode esquecer da econômica, uma vez que a sobrevivência em qualquer mercado depende de uma produção competitiva, ou seja, viável economicamente", diz. Nesse sentido, as BPMs podem ser consideradas como um dos métodos mais efetivos para se reduzir os impactos negativos de diferentes atividades, enfatiza Adriana.
"Um passo importante para se definir e priorizar quais são as práticas que deverão ser implantadas em determinado local é a avaliação de seus pontos críticos por meio de um levantamento ambiental", esclarece. "Isso pode ser feito via sistemas de avaliação de impacto ambiental, como o Eco-Cert. Rural, desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente. Esse sistema pode ser utilizado inicialmente para indicar problemas ambientais gerados pela atividade e, posteriormente, para monitorar as melhorias provenientes da implantação das BPMs".
De acordo com a Comissão Organizadora, o congresso contará com os maiores especialistas do setor no País, que abordarão outros temas como produção de espécies nativas, tecnologia e processamento, aproveitamento de resíduos, melhoramento genético, nutrição e sanidade de espécies nativas, dentre outros assuntos. Para mais informações, visite o endereço www.cpao.embrapa.br/congressopeixe2007