Projetos de irrigação na região beneficiam os investimentos
Com clima semiaacute;rido tropical, a região do Submédio São Francisco tem hoje área de mais de 260 mil hectares irrigáveis. Essas vantagens comparativas para a agricultura possibilitaram instalação de seis projetos de irrigação públicos entre as décadas de 70 e 80 nos municípios de Juazeiro e Petrolina.
Atualmente, a área de cultivo irrigado implantado estende-se por 120 mil hectares, com predominância de frutas, cana-de-açúcar, tomate, cebola e demais hortaliças. As principais culturas são uva, manga, banana, coco verde, goiaba, melão, acerola, limão, maracujá, papaia e pinha, entre outras, totalizando ao ano cerca de 1 milhão de toneladas.
As primeiras investidas de exportar os produtos cultivados no Vale tem registro de 1986, com o melão, e 1987, com uva e manga. Na época, o volume era pequeno e mostrava fragilidade e a ausência do profissionalismo que se vê hoje.
ORGANIZADOS – Foi a necessidade de organização do setor que fez nascer a empresa Valexport, que tem função de representar o empresário hortifrutigranjeiro local de forma institucional, intervindo junto aos poderes públicos constituídos, sejam eles nacionais ou internacionais.
De acordo com os diretores da Valexport, a empresa “mantém relacionamentos e firma convênios com órgãos, entidades e empresas públicas ou privadas, no País e no exterior, que exerçam atividades relacionadas com a produção, preparação, transporte, armazenamento, comercialização, exportação e promoção de produtos hortigranjeiros no Brasil e no exterior, em todas as formas, inclusive através de participações em feiras, exposições, com fundos próprios ou de terceiros”.
PARCERIAS – Dentre os vários convênios na região, existe o Usda/Mapa/ Valexport sobre exportação de mangas com programa que representa uma parceria entre o Brasil através da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) e do setor produtor de mangas do Brasil, representado pela Valexport.
O convênio é regido, segundo a Valexport, por um Plano de Trabalho atualizado a cada safra, que consiste no acompanhamento do processo de beneficiamento e expedição das mangas exportadas para os EUA.
Os inspetores americanos e brasileiros monitoram todas as etapas do processamento no período de safra, fiscalizando desde a chegada do produto do campo aos packing houses, até a sua expedição e chegada nos portos de origem e destino, respectivamente. O vale tem hoje 22 mil hectares plantados, com produção de 320 mil toneladas de manga. Em 2006, foram exportados 114.576.533 quilos de manga, num total de US$ 85.861.554.