Safra de café deve ter queda de 23%, diz Conab

28/08/2007

Safra de café deve ter queda de 23%, diz Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confIrmou ontem a queda de quase 1P milhões de sacas na produção brasileira de café na safra 2007/2008, que está praticamente colhida. O terceiro levantamento da estatal indicou colheita de 32,625 milhões dé sacas de 60 quilos de café no ano, redução de
23,2% em comparação com o ano safra anterior.

O secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Berton, citou trêsfatores para justificar a queda. O primeiro é a bianualidade negativa da cultura, ou seja, a colheita de grandes volumes num ano e a queda acentuada no seguinte.

Os putros dois fatores que influenciaram de forma negativa a produção de café são climáticos. Entre março e setembro do ano passado, a falta de chuvas afetou o processo de floração dos cafezais e em dezembro de 2006 e janeiro deste ano o excesso de chuvas propiciou o aparecimento de pragas e doenças. A previsão divulgada ontem indica produção de 22,524 milhões de sacas de arábica, grão mais valorizado nos mercados interno e externo, e de 10,101 milhões de sacas de robusta. Minas Gerais continua sendo o Estado que mais produz café: 45,3% da safra nacional, o Espírito Santo éo segundo maior produtor,com29,2%. Os capixabas produzem principalmente café robusta.

Bertone disse que haverá pouca disponibilidade de café até a próxima safra, a partir de abril de 2008, redução que se refletirá nos volumes embarcados pelo País. Nos últimos anos, os embarques anuais totalizaram cerca de 28 milhões de sacas, mas números da iniciativa privada indicam que somarão 25 milhões de sacas neste ano. Atéjulho, as exPortações somaram 13,924 milhões de sacas, informou o ministério.

Segundo o secretário, a produção menor não vai aumentar os preços no mercado interno. "O mercado interno não será prejudicado." Ele lembrou que o governo tem 1,2 milhão de sacas em estoque e esses grãos poderão ser vendidos "um pouco a cada mês" se houver pecessidade e conforme reivindicações da indústria torrefadora.

FABÍOLA SALVADOR