EBDA expõe experiências no Baixo Sul em seminário da OIT

29/08/2007

EBDA expõe experiências no Baixo Sul em seminário da OIT
 

Experiências desenvolvidas pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA, com sistemas agroflorestais (SAF), no Baixo Sul da Bahia, foram apresentadas este mês, no Seminário Tripartite de Validação, promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com a empresa Michelin, em Salvador.

O evento objetivou avaliar o projeto Ouro Verde, implementado pela Michelin, no município de Igrapiúna, que visa à preservação da mata atlântica na região e à manutenção dos seus recursos naturais. Foram avaliadas também as contribuições dos investimentos sociais para o desenvolvimento econômico da região, particularizando a geração de emprego e renda.
A participação da EBDA, empresa vinculada à Seagri, foi apresentada pela engenheira agrônoma Ana Cristina Midlej, chefe do escritório da empresa em Camamu. Midlej focou as ações de desenvolvimento rural sustentávelpromovidas junto à agricultura familiar, na região, onde o SAF está inserido.

O sistema já beneficia 256 agricultores familiares, com recursos de mais de R$ 2,5 milhões, através de linhas de crédito específicas do Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf C e D e o Pronaf Floresta), repassadas pelo Banco do Nordeste. De acordo com Ana Cristina, a previsão é de, ainda este ano, inserir mais 150 agricultores, com recursos da ordem de R$ 1,5 milhão, chegando ao total de 406 agricultores beneficiados pelo SAF.

Entre os objetivos do sistema destacam-se a diminuição dos custos de implantação das lavouras e o aumento da produção por área plantada, além do uso alternativo do solo através do consórcio de culturas como cacau, seringueira, dendê, piaçava e pupunha, com culturas alimentares como mandioca, milho, feijão, maracujá, banana e abacaxi.

“A utilização dessa prática é considerada vantajosa, particularmente para os agricultores familiares, pois, além de permitir a interação de cultivos, proporciona maior produção, vantagem econômica e proteção ao meio ambiente”, comentou Ana Cristina.

EBDA/Assimp, 29/08/2007
3116-1910/1803