Feira itinerante movimenta a agricultura em Camacã
Numa parceria entre o poder público e a sociedade civil organizada, serão realizadas, no território do Litoral Sul, um total de 10 feiras itinerantes da agricultura familiar e economia solidária com o objetivo de criar um espaço de intercâmbio para a formação organizacional sócio-produtiva e cultural. O projeto tem o patrocínio da Secretaria da Agricultura, através da Superintendência da Agricultura Familiar e oferece um treinamento diferenciado, voltado para o desenvolvimento da produção agropecuária e a melhoria da qualidade dos produtos ofertados, com aprendizado de técnicas de cultivo, de processamento de produtos variados, entre outros aspectos.
Município escolhido para abrir o calendário de atividades do Projeto, Camacã sedia, entre hoje (29) e domingo (2), a primeira feira itinerante, que envolve a produção agrofamiliar e dos assentados da Reforma Agrária. “A idéia é colocar no mesmo espaço, o saber científico e o popular”, definiu a organizadora do evento e articuladora territorial, Marília Anunciação Souza. O trabalho de resgate das feiras populares une debates, oficinas e seminários a uma programação cultural variada e rica, com shows musicais e apresentações da tradiçâo camacaense. Paralelamente à feira, acontece a 30ª Festa do Cacau.
O projeto visa desenvolver o processo de agroindustrialização para geração de trabalho e renda, permitindo a organização e integração do comércio de produtos variados, servindo à promoção, divulgação e comercialização dos produtos diretamente ao consumidor, ou à intermediários que realizem comércio de pequena escala, com redução de esforços e custos, mas com benefícios sociais e econômicos.
Dentre as alternativas de inserção e incremento da produção para o agricultor familiar, está sendo discutido o beneficiamento da amêndoa do cacau para a produção de chocolate caseiro. “A proposta é construir algumas fábricas na região para processamento do liquor que servirá de matéria-prima para a produção de chocolates caseiros. Esses chocolates seriam produzidos por fábricas menores, geridas pelos próprios agricultores familiares”, anunciou o diretor da Superintendência da Agricultura Familiar, Rogério Pinto. “Outra alternativa para a recuperação da lavoura cacaueira é a diversificação da produção e a cultura consorciada, principalmente com a seringueira e o cravo da índia”, completou. A meta do Estado é renovar 150 mil hectares de cacau.
Participam da Feira da Agricultura Familiar e da Economia Solidária de Camacã, atores sociais, artesãos, representantes de comunidades indígenas e de quilombolas, agricultores familiares tradicionais e assentados, beneficiários do Bolsa Família e artistas locais.
Ana Paula Loiola
Assessoria de Comunicação da Seagri
3115-2767/2737
29/08/2007