Migração para o milho pode estar no fim
O surto de crescimento do plantio de milho nos Estados Unidos vai acabar no ano que vem, uma vez que os agricultores tendem a retomar o plantio da soja, na expectativa de se beneficiarem dos maiores preços já registrados pela oleaginosa desde 2004, segundo disseram os produtores americanos em pesquisa realizada pela Fann Futures Magazine.
O plantio de soja dará um salto de 13%, para 72,6 milhões de acres (29,38 milhões de heçtares), comparativamente à extensão de 64, I milhões de acres plantada na safra que está em curso. A soja este ano ocupou a menor área dos últimos 12 anos, segundo a Fann Futures, com sede em Carol Stream, no Estado norte-ílmericano do Illinois,em comunicado distribuído pela PR Newswire. A pesquisa mostrou que o milho será cultivado em 84,9 milhões de hectares, numa retração de 8,6% em relação à área total deste ano, de 92,9 milhões, a mais elevada desde 1944, disse o grupo.
Os agricultores dos EUA, o maior produtor e exportador de milho e de soja, vão cultivar mais soja porque os preços da oleaginosa dispararam 58% no último período de 12 meses, e os custos dos insumos das lavouras de milho tende a subir, disse Arlan Sudel11lan, analista de mercado da Fal11l Futures, no comunicado à imprensa. Os preços do milho caíram 22% desde fevereiro último, quando alcançaram sua maior alta dos' Últimos 10 anos.
GUERRA CLÁSSICA
"Os altos custos dos insumos e os preços atraentes da soja seduziram os agricultores, afastando-os dos encantos do milho", disse SUdernlall. "Infelizmente, o milho não pode se dar ao luxo de abrir mão de 8 milhões de acres sem reduzir significativamente a demanda, o que criará a clássiCa guerra de lances por área de plantio nos próximos seis meses".
As estimativas da revista se baseiam numa pesquisa exclusiva feita com a pmiicipação de 600 produtores rurais de 26 de julho a 4 de agosto. O preço da soja alcançou sua alta recorde de três anos, de US$ 9,50, a 13 de julho, e teve valorização de 25% desde o illício do ano, depois de os agricultores norte-americanos terem reduzido a área plantada com a oleaginosa em 15% , para seu nível mais baixo desde a safra de 1995.