Turbulência volta a afetar commodities
A perspectiva de que uma maior deterioração das condições financeiras dos Estados Unidos não pode ser descartada - segundo a ata do Federal ReserVe divulgada ontem - provocou maior preocupação sobre o efeito da clise do setor imobiliário e influenciou o mercado das commodities agrícolas, que tiveram um dia de volatilidade - apesar de apenas no milho ocorrer variação acima de 1%.
Os contratos do cereal para setembro foram avaliados em 327,25 centavos de dólar por bushel na Bolsa de Chicago (Cbot)-- queda de 3;6% em relação ao dia anterior. Aliado a isso, o relatório de condições das lavouras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) também teria influenciado o mercado. O trigo encerrou o pregão a 738,25 centavos de dólar o bushel para dezembro e a soja, a 872,25 centavos de dólar o bushel para novembro.
Os dados das lavouras de milho nos Estados Unidos, divulgados após o pregão de segunda-feira, mostram uma melhora de um ponto percentual nas condições boa ou excelente, que t'epresentam 59% da área. Havia notícias também do "avanço da colheita no Sul do Meio Oeste dos Estados Unidos, prevendo uma grande safra de milho naquele país.
"É um movimento natural porque o período critico das lavouras americanas já passou", "avalia Paulo Molinari, analista da Safras & Mercado. Segundo ele, a partir de agora deve haver uma acomodação nas cotações do grão em Chicago, com o "mercado focado na colheita dos Estados Unidos".
No Brasil, os preços do cereal subiram 2,1% em Paranaguá (PR) ontem, a R$ 23,50 a saca (60 quilos). "A turbulência não'influenciou. A Europa está comprando mais do Brasil e, por isso, está havendo um descolamento da Cbot", diz Barros.
NEILA BALDI