Greve prejudica exportações

31/08/2007

Greve prejudica exportações

Maior exportador de manga e uva do País, o Vale do São FranCisco, que abrange municípios da Bahia e Pernambuco, teme que agreve dos fiscais agropecuários comprometa as exportações de ftutas. No ano passado, durante uma paralisação dos fiscais, o prejuízo foi estimado em R$ 20 milhões na região do Vale. A informação é de Avoni Pereira dos Santos, diretor-executivo da Cooperativa ~grfcola de Juazeiro CAJ), que tem cerca de 60 associados na Bahia e em Pernambuco.

ParaAvoni dos Santos, que também é presidente da Associação de Exportadores de Manga do São Francisco, a greve de fiscais sempre traz danos para os produtores. "Além de perder contratos, perdemos frutas, porque não temos capacidade de estocagem para agüentar os dias de greve, principalmente quando se anuncia tempo indeterminado", ressalta.

Avoni dos Santos acredita que o resultado é sempre ruim para o produtor, que fica à mercê da insensibilidade do governo, e "estmais do que na hora de haver um diálogo en tre as partes para que seja encontrada uma solução". Ele afirma que os custos para os produtores são altos. "Já somos penalizados com estradas ruins, portos ineficientes, fretes altos e ainda temQs que correr o. risco de perder contratos e produtos. Os fiscais fazem a greve contra o governo e quem paga somos nós", desabafa.

GREVISTAS - Os prejuízos nas exportações não estão na grade de preocupações dos grevistas. De acordo com o comando de greve dos fiscais agropecuários, o retorno ao trabalho só aconteceráquando o governo atender às suas reivindicações, que vão desde o plano de carreira até o reajuste de 45%, escalo nado até 2010. "Quem deve se manifestar sbbre os prejuízos é o governo. São eles que estão provocando. Nós só queremos que a nossa carreira seja valorizada", diz o fiscal Paulo César Comiran.

Segundo ele, a luta pela equiparação da categoria com as demais consideradas estratégicas vem de longe. "Desde 2005 que o governo vem prometendo resolver a nossa situação, e isso nunca acontece. Já fizemos outras paralisações e acabamos retornando com a promessa de que a nossa pauta seria liada, mas isso nunca aconteceu", afirma Comiran.

O último crédito dado ao go no pela categoria, de acordo com comando de greve, foi quando atual ministro da Agricultura, Reinold Stefanes, asumiu a pasta "Estávamos preparando a paisação e ele nos pediu uma trégua: de 60 dias para avaliar asnm propostas. O prazo se esgotei' não houve nenhuma posição governo. Por isso decidimos pa até resolvermos a situação", disse fiscal.

CRISTINA LAURA