Estado busca retomar status de zona livre de aftosa
Rebanho baiano, de 11,2 milhões de cabeças, deve ser vacinado até o último dia deste mês
Os pecuaristas baianos deram início a mais uma etapa de vacinação contra a febre aftosa, que segue até o último dia de setembro. A campanha acontece num momento de expectativa, quando o setor aguarda a retomada da condição sanitária de estado livre da doença. O reconhecimento internacional foi suspenso pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2005, após a crise provocada com a descoberta de focos no Mato Grosso do Sul. A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) espera quebrar o recorde de vacinação, atingindo mais de 96,8% do rebanho, que é hoje de 11,2 milhões de cabeças.
O Ministério da Agricultura vai solicitar a retomada do status sanitário de 11 estados que eram considerados áreas livres de aftosa com vacinação. A Bahia reuniu, desde 2006, mais de 3,8 mil amostras de sangue de animais, para comprovar a não circulação de vírus. “Além disso, estamos mostrando que temos pessoal capacitado para contornar eventuais problemas”, afirmou o diretor de Defesa Animal da Adab, Valentim Fidalgo. Após a retomada do reconhecimento internacional, a meta do estado, segundo ele, é obter, até 2009, o status de zona livre sem vacinação, conquistada hoje apenas pelo estado de Santa Catarina.
O reconhecimento sem vacinação, de acordo com o diretor, possibilitará a exportação de carne com menos restrições do mercado internacional. Mas a Bahia ainda não possui frigorífico habilitado para vendas externas, ou seja, dentro dos padrões exigidos. Alguns, no entanto, já estariam buscando adequação aos parâmetros.
O diretor da Associação Baiana de Criadores (Abac), Almir Mendes, afirmou que os pecuaristas brasileiros estão solicitando a redefinição e reclassificação dos circuitos pecuários para controle de febre aftosa. O objetivo é corrigir inconformidades existentes, de modo a permitir uma harmonização natural do mercado interno, propiciando preços justos ao produtor.
Mendes destacou que no 2º Congresso Internacional do Boi de Capim, que aconteceu em julho passado, em Salvador, os participantes apresentaram algumas medidas necessárias às autoridades governamentais. Entre elas estiveram o aparelhamento do Sistema Nacional de Defesa Sanitária, que estaria vulnerável e perdendo qualidade; a eliminação de entraves burocráticos e institucionais, e incentivo aos frigoríficos.