Primeira etapa da campanha alcança índice histórico

10/09/2007

Primeira etapa da campanha alcança índice histórico

A primeira etapa da Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa deste ano, realizada no último mês de março, alcançou o índice de 96,8%, o maior já conseguido em todos os tempos, no estado. A campanha é coordenada pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado.

Em todas as regiões do estado o percentual de vacinação ficou acima de 90%, índice mínimo exigido pelos principais organismos internacionais que tratam da sanidade agropecuária.

As regiões que conseguiram os maiores índices de cobertura vacinal foram Itapetinga, Vitória da Conquista, Itaberaba e Jequié.

Para o secretário da Agricultura, Geraldo Simões, foram muitos os fatores que levaram a este excelente resultado, mesmo o novo governo estando empossado, na ocasião, há apenas três meses. Entre esses fatores ele destaca a importante participação dos criadores e o apoio de suas entidades representantivas, além do empenho de dirigentes e técnicos da Adab.

O recorde conseguido comprova o êxito da campanha no sentido de manter o rebanho baiano livre da doença, cuja ocorrência não é registrada no estado há 10 anos. O último registro de foco de febre aftosa aconteceu em maio de 1997.

Simões lembra que a prioridade no combate à aftosa levou o novo governo do estado a deixar a Adab fora do contingenciamento de cargos comissionados adotado no começo da administração. "Outra evidência de prioridade para o setor", acrescenta o secretário, "foi a liberação de todos os recursos previstos no orçamento da agência, de forma a não comprometer o importante trabalho que ela vem realizando".

Este trabalho, segundo ele, precisa continuar para que a Bahia possa, inclusive, subir de "status", passando a ser zona livre de aftosa sem vacinação.

"O trabalho da Adab, em parceria com os produtores, tem evitado que a pecuária baiana sofra prejuízos com a ocorrência da doença, a exemplo do que, infelizmente, já vimos acontecer em outros estados.

Os problemas com a sanidade podem ser uma barreira impeditiva ou uma desvantagem competitiva, do ponto de vista de quem deseja colocar seus produtos nos melhores mercados mundiais", afirmou o secretário Geraldo Simões.

Embalagens pequenas Segundo dados recolhidos pela Adab durante a última etapa da campanha, houve um aumento de 3% do número de animais cadastrados no estado, totalizando um rebanho de cerca de 11,25 milhões de bovinos e bubalinos. Na avaliação do diretor-geral da Adab, Altair Santana, as atividades de Dia de Campo (foram 55 atividades realizadas ao longo do mês de março, alcançando diretamente mais de quatro mil criadores em diferentes regiões da Bahia) contribuíram para o sucesso da vacinação, através das orientações levadas aos produtores.

Até então, o maior índice de vacinação registrado tinha sido de 95,6%.

Na Bahia, 60% dos criadores possuem rebanhos com menos de 50 cabeças. Por isso, também foi importante para o resultado da campanha o fato de os produtores poderem adquirir embalagens menores de vacina, com apenas 10 doses.

Antes, as embalagens só eram encontradas com 50 doses do produto. Santana destacou ainda o apoio que a Adab recebeu de seus parceiros públicos e privados.

"Nosso desafio, a partir de agora, é tornar a Bahia uma zona livre sem vacinação. Hoje, só o estado de Santa Catarina ostenta este 'status' no Brasil.

Mas, até que isso aconteça, é muito importante que todos os produtores, grandes e pequenos, vacinem todos os seus animais nesta campanha de setembro, garantindo desta forma a sanidade do rebanho do estado", aconselha o diretorgeral da Adab.