EBDA participa de Festival da Cachaça em Abaíra

17/09/2007

EBDA participa de Festival da Cachaça em Abaíra

 

 

Empresa orientou agricultores sobre aproveitamento da cana-de-açúcar

 

Com um dia-de-campo sobre Produção, Processamento e Aproveitamento da Cana-de-açúcar para os agricultores da região de Abaíra, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) participa do XI Festival da Cachaça, que acontece no município, até este domingo.

O dia-de-campo contou com palestras sobre o sistema de produção e processamento da cana, preparo do solo, plantio, variedades, tratos culturais, colheita, moagem, fermentação, destilação e fabricação de rapadura.

Devido à importância da cana-de-açúcar para o desenvolvimento da região, o evento é considerado de grande interesse, pelos produtores, principalmente, por abordar o cultivo da cana e a fabricação de cachaça.

A produção de aguardente é uma atividade secular, que surgiu após o declínio da exploração mineral (ouro e diamante), como alternativa de renda para o homem do campo.

Desde a década de 90, a EBDA vem assistindo os agricultores familiares da microrregião de Abaíra, que abrange os municípios de Piatã, Mucugê, Abaíra e Jussiape, apoiando suas organizações e incentivando o fortalecimento do associativismo e cooperativismo.

Novas técnicas e tecnologias, materiais e equipamentos para as agroindústrias comunitárias foram introduzidas na região, visando à promoção de mudanças que tragam resultados satisfatórios para as famílias rurais.

Novas técnicas – Os técnicos da empresa também observaram, na região, a utilização de sistemas tradicionais de cultivo da cana-de-açúcar, com variedades comuns (POJ, java, caiana), pouco produtivas, e baixa utilização da prática de análise de solo.

"Orientamos os agricultores no sentido de assimilarem as novas técnicas e adotarem variedades de cana mais produtivas e adequadas à produção de cachaça e outros derivados", assegurou o gerente regional da EBDA em Seabra, João Bosco Cavalcanti.

Na microrregião de Abaíra existem cerca de 500 pequenas agroindústrias de processamento de cana-de-açúcar, com uma área plantada estimada em 1,8 mil hectares, podendo se estender a 4 mil hectares, e cerca de 1,8 agricultores, com produção estimada em 10 milhões de litros/ano.