Commodities Agrícolas
Dólar impulsiona
Os preços futuros da soja fecharam com forte alta ontem (dia 20), puxados pela desvalorização do dólar americano e também pela possível redução das taxas de importação para soja na China. Na bolsa de Chicago, os contratos para janeiro encerraram o dia a US$ 10,0425 o bushel, com alta de 18,25 centavos. A China provavelmente deverá reduzir a taxa de importação da soja de 3% para 1% para estimular as compras externas, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. Ainda não há definições se essas taxas serão reduzidas entre outubro e dezembro ou entre novembro e janeiro. A redução da tarifa é uma medida para reduzir os preços internos do grão. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos da soja encerrou ontem a R$ 39,17, com alta 1,5%, segundo o índice Cepea/BM&F.
Dúvidas na Argentina
Compradores de milho da Argentina começam a ter dúvidas se os exportadores do país conseguirão cumprir os contratos de venda devido ao fechamento dos registros de exportação, informou ontem a Associação de Milho da Argentina, segundo a Dow Jones Newswires. A preocupação é com contratos feitos para esta época do ano, quando se esperava que a restrição já tivesse sido levantada. Os registros de exportação para o milho foram fechados em novembro passado e abertos brevemente em junho para três milhões de toneladas adicionais. Antes do fechamento, exportadores tinham declarado vendas de 13,5 milhões de toneladas em 2006/07. Em Chicago, compras técnicas e a queda do dólar fizeram março fechar a US$ 3,8525 por bushel, ganho de 10,5 centavos.
Clima sustenta
O café subiu na quinta-feira (20) na bolsa de Nova York sustentado por compras de fundos e de torrefadores em resposta à previsão de clima seco nas regiões de produção do Brasil no início de outubro, o que pode prejudicar a floração. A primavera começa hoje, observa a Dow Jones Newswires, e a floração dos cafezais - que determina o tamanho da próxima safra - ocorre em outubro e novembro. Segundo operadores, torrefadores têm compras sazonais para fazer e eles compraram ontem nos momentos de baixa do mercado. As previsões climáticas indicam pouca chuva significativa nas áreas de arábica do Brasil até o fim do mês, embora as regiões de robusta tenham alguma precipitação. O indicador Cepea/Esalq para o café ficou em R$ 267,21/saca, alta de 0,28% no dia.
Compras especulativas
Os preços futuros do suco de laranja encerraram em alta ontem (dia 20), impulsionados por compras especulativas no mercado. Na bolsa de Nova York, os contratos para janeiro encerraram o pregão a US$ 1,2650 a libra-peso, com elevação de 250 pontos. O mercado também está atento ao censo das árvores da Flórida. O USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) informou, no ano passado, que a área para laranja na Flórida tinha caído 15% sobre 2004. O número de árvores de laranja está estimado em 70,8 milhões, ante os 81,9 milhões registrados em 2004. A Flórida deverá receber chuvas no próximos dias, segundo a agência Dow Jones. No mercado paulista, a caixa de 40,8 quilos de laranja para as indústrias encerrou a R$ 10,02, segundo o índice Cepea/Esalq.