Wagner nega a extinção da Ceplac

24/09/2007

Wagner nega a extinção da Ceplac

O governador da Bahia Jaques Wagner (PT) negou ontem qualquer possibilidade de extinção da Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira). “Isso é conversa fiada de quem não tem o que fazer. Não existe nenhum projeto, nenhuma possibilidade da extinção da Ceplac. Quem promove essas conversas é quem está querendo atrapalhar aquilo que nós estamos trabalhando junto ao presidente Lula”, afirmou o governador.

O governador esteve no sul do Estado para participar de solenidades de inaugurações de várias obras.
Wagner ressaltou que está sendo discutida com o governo federal a liberação de R$ 2 bilhões para um programa de recuperação da lavoura cacaueira. “As pessoas que ficaram por 20 anos no governo e nada fizeram pela região, nem solucionaram o problema do cacau, hoje ficam fingindo que são defensores da Ceplac”, disse Wagner.

O governador relatou, durante encontro com produtores da região e técnicos da Ceplac, na sede do órgão, que suas negociações com o presidente Lula apenas versam acerca da recuperação da lavoura cacaueira, ou seja, não está sendo discutida qualquer mudança estrutural da Ceplac. “Portanto, em nenhuma hipótese posso falar qualquer coisa a respeito de algo que eu não estou negociando”, complementou o governador.

O secretário de Agricultura, Geraldo Simões, afirmou que as pessoas que estão propagando um suposto fim da Ceplac estão movidos por dores-de-cotovelo e ressalta: “Eles tiveram oportunidade e nada fizeram, agora querem atrapalhar o nosso governo”.

Wagner esteve na região para inaugurar a recuperação do trecho da BA-262, que liga Firmino Alves (a 519 km de Salvador) a Floresta Azul (a 481 km de Salvador), além do Hospital Veterinário, o Centro deMicroscopia Eletrônica, o Centro de Pesquisas e Tecnologias das Radiações (CPQCTR) e o Núcleo de Biologia Computacional e Gestão de Informações Biotecnológicas, na Universidade Estadual de Santa Cruz em Ilhéus (a 465 km de Salvador).

Preocupado , produtor cobra bom senso

O produtor de cacau Gerson Fialho, 58 anos, com fazenda na região de Uruçuca, disse que está confuso com as constantes informações desencontradas que chegam aos ouvidos dos produtores rurais locais. Ele afirmou que espera bom senso tanto por parte do governo estadual, quanto do federal para enfim acabar com a crise da região.

“Temos ao longo da história uma importância significativa no desenvolvimento da economia regional e agora não podemos ser alvos de picuinhas políticas. Exigimos respeito”, afirmou o produtor.

O cacauicultor Jeremias Afonso, 61 anos, com propriedade em Inema, distrito de Ilhéus, afirmou que os produtores da região têm que se mobilizar para pressionar o governo, pois, segundo ele, desde meados da década de 80, quando a crise na lavoura cacaueira eclodiu, eles não vem recebendo o tratamento devido.

“Cansamos de esperar que uma solução milagrosa caia do céu. Temos que chegar junto aos que agora estão no comando e pensarmos em medidas eficazes para a região”, ressaltou Afonso.

Durante a solenidade das inaugurações na Uesc, o governador Jaques Wagner afirmou que está sendo negociado com o governo federal a implementação de uma escola técnica para a região, dentro do plano idealizado pelo presidente Lula para este tipo de escola.

“Vamos adensar nossa cadeia de conhecimento aqui nessa região, que vai ser pólo de ciência, pesquisa e tecnologia.

O sul baiano ainda há de brilhar novamente no cenário nacional”, profetizou o governador.