Prorrogado prazo para renegociar dívidas do cacau
Os produtores rurais financiados pelo Baneb entre os anos de 1995 e 1997 têm até sexta-feira para aderir à renegociação junto à Desenbahia, de acordo com resolução do Conselho Monetário Nacional.
O CMN havia publicado uma outra resolução em que alonga as dívidas dos financiamentos do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira Baiana em até dez anos e concedeu outros benefícios.
A Lei 11.322 prevê benefícios que vão desde o desconto de até 75%, em caso de liquidação da dívida, ao parcelamento do saldo devedor em até 10 anos, com até dois de carência, excluídos os juros e multas por atraso.
Os interessados devem procurar a Gerência de Renegociação de Crédito da Desenbahia pelo telefone 0800 285 1626 (ligação gratuita) ou qualquer agência do Banco do Nordeste.
Quem renegociar terá desconto de 8,8% no saldo devedor, na data de repactuação, retirada total de mora, e só pagará a primeira parcela da dívida dois anos após a data de renegociação, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, com taxa de juros reduzida.
Para tanto, é necessário apenas o pagamento de 1% do saldo devedor. Além disso, será concedido bônus de adimplência de 25% sobre cada parcela paga até a data do respectivo vencimento.
"Essa resolução traz para o produtor condições favoráveis à renegociação da dívida, além de vantagens para a efetivação do pagamento, mediante a reprogramação dos prazos de exigências das parcelas", afirmou o gerente de Recuperação de Crédito da Desenbahia, Paulo Noronha.
No total, a dívida a ser renegociada no âmbito do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira Baiana soma R$ 172 milhões, envolvendo, além da Desenbahia, o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil.