Commodities Agrícolas

26/09/2007

Commodities Agrícolas


Demanda impulsiona

Os preços futuros do trigo fecharam em alta nas bolsas americanas, impulsionados pela boa demanda pelo cereal no mercado internacional, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. As preocupações com a seca na Austrália também continuam dando suporte às cotações do produto. Na bolsa de Kansas, os contratos para março fecharam a US$ 8,69 o bushel, com alta de 6 centavos. Em Chicago, os contratos para março encerraram o dia a US$ 8,92 o bushel, com elevação de 8,75 centavos. No mercado, a expectativa é de que a demanda global pelo trigo americano continue firme, uma vez que parte dos países produtores foi afetado pelo clima adverso. No Paraná, a saca de 60 quilos do cereal fechou a R$ 35,97, com elevação de 1,1%, segundo o Deral. 


Argentina esmaga


O esmagamento de soja na Argentina totalizou 3,01 milhões de toneladas em agosto, 9% mais que no mesmo mês de 2006, segundo a Secretaria de Agricultura daquele país. A produção de óleo aumentou 11,6% no mês, para 578 mil toneladas. Ontem, os preços futuros da soja recuaram na bolsa de Chicago, com realização de lucros por especuladores, após as altas da semana passada, informou a agência Dow Jones Newswires. Segundo a Bloomberg, a temperatura média no Meio-Oeste dos EUA, que já é a mais alta em 113 anos, prejudicará as lavouras de soja e deve motivar mais compras especulativas. O contrato para janeiro recuou 5,50 centavos de dólar, para US$ 9,89 por bushel. No mercado interno, a saca saiu em média a R$ 39,65, em alta de 0,51%, segundo o indicador Esalq/BM&F. 


Especulador compra


Os preços futuros do suco de laranja subiram ontem na bolsa de Nova York, com compras de especuladores. "Houve compras de especuladores, locais também venderam e vimos vendas de tradings, mas nada realmente forte", disse um operador à agência Dow Jones Newswires. Operadores monitoram a evolução da tempestade tropical Karen, que pode se fortalecer nos próximos dias e já está a 1.500 milhas ao leste do Caribe. O mercado também aguarda a primeira previsão de safra da Flórida pelo Departamento de Agricultura (USDA). Grupos privados estimam entre 180 milhões e 198 milhões de caixas. O contrato para janeiro subiu 35 pontos, para US$ 1,3070 por libra-peso. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias saiu a R$ 10, segundo o Cepea/Esalq. 


Chuvas insuficientes


Os preços futuros do café fecharam em alta ontem, atingindo a maior cotação desde abril de 2005, puxados pelas notícias de que as chuvas sobre as regiões produtoras do Brasil serão insuficientes para reparar os danos causados pela longa estiagem, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Em Nova York, os contratos para março fecharam a US$ 1,3670 a libra-peso, alta de 65 pontos. Na bolsa de Londres, os contratos para novembro encerraram a US$ 1.892 a tonelada, elevação de US$ 12. Há previsão de chuvas entre os dias 29 e 30 em Minas Gerais e São Paulo, segundo a a agência Meteorlogix. As chuvas são essenciais entre setembro e novembro por conta das floradas. Em São Paulo, a saca de 60 quilos do grão fechou a R$ 269,38, segundo o Cepea/Esalq.