Commodities Agrícolas

27/09/2007

Commodities Agrícolas

Influência brasileira
 

As cotações do café recuaram ontem ao menor patamar em uma semana e meia ontem na bolsa de Nova York, pressionadas por previsões de melhorias climáticas em regiões produtoras do Brasil. Os futuros para entrega em dezembro caíram 450 pontos, para US$ 1,2860 por libra-peso, enquanto março fechou a US$ 1,3230, em baixa de 440 pontos. A partir do início do próximo fim de semana, segundo a Somar, são esperadas boas chuvas no nordeste do Paraná e em São Paulo. As chuvas serão decorrentes da entrada de uma nova frente fria no país, e outra já é esperada para o dia 8. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos de café de boa qualidade ficou entre R$ 260 e R$ 265, de acordo com levantamento realizado pelo Escritório Carvalhaes, de Santos. 

Retração em NY

As cotações do suco de laranja encerraram a quarta-feira em queda na bolsa de Nova York, pressionadas por vendas técnicas e de tradings. Os contratos com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,2975, em baixa de 125 pontos, ao passo que janeiro caiu 60 pontos, para US$ 1,3010. Traders ouvidos pela agência Dow Jones Newswires classificaram o movimento de ontem como uma correção depois das recentes valorizações. E reiteraram que aguardam com expectativa o próximo relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre a safra de laranja da Flórida. No país, a caixa de 40,8 quilos da fruta destinada às indústrias saiu por R$ 10,01 na média paulista, segundo levantamento realizado pelo Cepea/Esalq. 

Realização de ganhos
 
Os preços futuros do açúcar fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York (ICE), pressionados por vendas de especuladores para realizar lucros referente a altas de pregões anteriores. Segundo a Dow Jones Newswires, a queda nos preços do petróleo e no índice CRB (que agrega cesta de 19 commodities). O contrato para março recuou 8 pontos, para 10,02 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, também houve vendas por fundos e especuladores e o contrato para março recuou US$ 3,30, para US$ 285,50 por tonelada. No Brasil, a colheita do Nordeste teve início. A produção na região é estimada em 59 milhões de toneladas de cana, 7,3% a mais que no ano passado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca recuou 0,32% no dia, para R$ 24,70. 

Movimento técnico
 
Guiadas por movimentos técnicos ontem na bolsa de Nova York, as cotações do algodão reverteram perdas do início da sessão e encerraram o dia com pouca variação. Os contratos com vencimento em outubro fecharam a 63,13 centavos de dólar por libra-peso, em alta de 5 pontos, ao passo que dezembro ficou em 65,95 centavos de dólar, queda de 13 pontos - mesma variação dos papéis para março, que fecharam a 69,02 centavos de dólar. A forte valorização da soja e do trigo também colaboraram para mudar o rumo do mercado ontem, segundo traders consultados pela agência Dow Jones Newswires. No mercado interno, a arroba negociada em Rondonópolis (MT) permaneceu em R$ 37, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).