Feira mostra sustentabilidade e preservação no Brasil rural
05/10/2007
É possível aliar sustentabilidade na produção rural e preservação das florestas. Esta é a aposta de José Batista, coordenador da IV Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária, organizada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em Brasília. Uma prova disso pode ser conferida até domingo (7) no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (ExpoBrasília).
Este ano, algumas das principais novidades da Feira são a distribuição dos estandes por biomas ? Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa e o tema central: Sustentabilidade & Diversidade. "Nesta edição, a maior realizada até hoje, estamos mostrando que o Brasil rural representa 5,8 milhões de estabelecimentos, dos quais 4,1 milhões são de agricultores familiares", ressalta Batista.
Para o coordenador do evento, os 480 empreendimentos presentes na Feira demonstram toda essa diversidade produtiva. O segmento da agricultura familiar representa 77% de toda mão-de-obra do campo e 40% do valor bruto de toda a produção agrícola nacional. "É importante não esquecer que isto sai de apenas 25% da área agricultável do País. Portanto, a agricultura familiar pode ser considerada um projeto de desenvolvimento sustentável que
ocupa mão-de-obra e gera renda", frisa Batista.
Bioma a bioma
Cada bioma tem uma característica de produção específica dentro da agricultura familiar. No Sul do País, por exemplo, o que se destaca é a agroindústria, herança de um processo que veio com os imigrantes que colonizaram a região e trouxeram essa forma de produção.
Na Amazônia, estimula-se a convivência do homem com a fauna e a flora. "O trabalho do MDA nesse bioma procura mostrar ao assentado que é possível realizar o extrativismo sem esgotar os recursos da floresta", conta Batista. Segundo o coordenador da Feira, na Secretaria da Agricultura Familiar (SAF/MDA) há programas específicos para trabalhar a preservação da biodiversidade, com o objetivo de fazer com que o agricultor familiar obtenha resultados econômicos respeitando o meio ambiente.
Já na Caatinga, onde a convivência com o meio é mais difícil pela falta de água e pelo clima seco, os agricultores encontraram saída na forma de produção com os animais mais resistentes, como a cabra, por exemplo.
Na Mata Atlântica e no Cerrado não é diferente no que diz respeito à busca da produção e do desenvolvimento sustentável respeitando o bioma e a biodiversidade. Para isso o Ministério tem concentrado seus esforços, por meio de suas Secretarias, e recursos no sentido de capacitar e treinar os agricultores familiares, sejam eles assentados ou não, para que possam produzir cada vez mais de maneira sustentável.
Apoio e parcerias
A quarta edição da Feira conta com o apoio da Fundação Universitária de Brasília (Fubra), Banco do Brasil (BB), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Caixa Econômica Federal (CEF), Petrobras e Fundação Banco do Brasil.
Os parceiros são os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Meio Ambiente (MMA), da Integração Nacional (MI), do Trabalho e Emprego (MTE), Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Sebrae/DF), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária (Embrapa) e Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (CONATRAE).
IV Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária
Onde: Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade (ExpoBrasília), na capital federal
Quando: até domingo (7), das 10h às 22h
Entrada: gratuita
Mais informações: 0800 728 7000 ou www.mda.gov.br