Embasa promote investir R$ 369,5 milhões na baía
O laudo divulgado no início de abril pelo CRA concluiu que os peixes morreram asfixiados devido à ingestão em excesso da alga Gyminodineum sanguineum,, que se proliferou descontroladamente na Baía de Todos os Santos. A reprodução das algas foi provocada por questões climáticas e pela ajuda dada pelo despejo de esgoto não-tratado no Rio Paraguaçu, que deságua na baía.
De acordo com a Embasa, a despoluição da Baía de Todos os Santos receberá R$ 369,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, para obras de saneamento e recuperação de mananciais. O problema é que o prazo para conclusão das obras vai até o fim de 2010.
Até lá, as algas terão uma área fértil para proliferar. "Atualmente, fazemos a atualização dos projetos, que eram muito antigos. Depois, lançaremos as licitações", afirma Abelardo Oliveira, presidente da . Embasa. Para o oceanógrafo Luís Proença, membro da equipe de pesquisadores que confirmou a presença da maré vermelha na baía, a questão é mais ampla.
"É claro que a redução de nutrientes (esgoto) na baía é desejável, mas o fenômeno pode ocorrer independentemente da intervenção do homem". Proença aponta a presença de fenômenos semelhantes em outras regiões do mundo”.
"Cada vez mais, temos que pensar a relação desses casos com as mudanças climáticas globais e com os grandes ciclos, como o EI Ninõ e o La Niña". Sobre a possibilidade de uma nova maré vermelha, o 'veredicto fica no ar. "Pode voltar a acontecer. Quando ou por que, é imprevisível".