Novas técnicas aprimoram o sistema de produção de alho

08/10/2007

Novas técnicas aprimoram o sistema de produção de alho


 

Comalgumas técnicas bem-sucedidas no sistema de produção das lavouras de alho, os agricultores de Cristópolis comemoram as boas perspectivas de colheita na safra deste ano. Segundo dados da Secretaria da Agricultura, a produção de alho em Cristópolis e Cotegipe, no extremo oeste da Bahia, pode alcançar uma das maiores colheitas dos últimos anos. Com 140 hectares plantados, a estimativa da safra é produzir mais de mil toneladas, alcançando uma produtividade de oito toneladas por hectare.

Só para se ter uma idéia, nesses municípios, com cerca de 120 hectares, a safra foi de apenas 360 toneladas em 2003, produtividade de três toneladas por hectare.

“Com as orientações que recebemos, estamos substituindo o antigo sistema de produção pelas novas técnicas de espaçamento, obtendo maior qualidade na hora da colheita e da comercialização do alho”, disse o agricultor José Borges, com 1,5 hectare.

LIVRE DE VÍRUS – O avanço na produção de alho é resultado do apoio técnico da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura, em parceria com a Embrapa Hortaliças, através da adoção de sementes livres de vírus, técnicas de espaçamento que aumentam a produção, assistência técnica continuada e capacitação.

“Os agricultores foram orientados a trabalhar com o alho comum (cultivar amarante), um material de qualidade, originado de cultura de tecido (livre de vírus), produzida em laboratório pela Embrapa e bem aceito na região. A expectativa é de uma grande colheita”, assegurou o chefe do escritório da EBDA em Cristópolis, Darlan Miranda.

Novas técnicas de análise de solo, da água, o uso de adubos, herbicidas, da qualidade fitossanitária do alho semente e manutenção da viabilidade das áreas de produção a longo prazo também estão sendo difundidas aos agricultores pelos técnicos da empresa. De acordo com Darlan, uma nova variedade de alho nobre que produz um bulbo (formato da cabeça do alho) de melhor aparência e qualidade será disponibilizada aos agricultores até janeiro de 2008.

Para o agricultor Mário Luiz, o crescimento tem sido visível, após a orientação dos técnicos da empresa. “Está sendo muito importante pra nós, porque antes tínhamos um alho ruim, de baixa qualidade e hoje temos um alho bom, competitivo no mercado. Além disso, eles ainda nos ajudam com acompanhamento, tirando nossas dúvidas”, comentou.

A boa fase vivida na região é resultante também da iniciativa da empresa em capacitar os agricultores familiares, garantindo ao produto competitividade no mercado.

Através de palestras com técnicos da região oeste e da Chapada Diamantina, a EBDA mostrou aos agricultores novas tecnologias para o aumento da produtividade.

“São trabalhos de assistência técnica, orientação, com áreas demonstrativas e intercâmbio com agricultores da Chapada, para que haja a troca de experiências. O que a empresa deseja é que eles possam produzir mais e com melhor qualidade”, afirmou Miranda.