Commodities Agrícolas
Dólar pressiona
Os preços futuros do cacau recuaram ontem na bolsa de Nova York, com vendas de especuladores influenciados pela recuperação do dólar em relação à libra e pelo aumento de oferta do cacau no mercado físico, graças ao avanço da colheita nos países africanos, informou a agência Dow Jones Newswires. O contrato para março recuou US$ 34, para US$ 1.826 por tonelada. Boyd Cruel, analista da Alaron Trading em Chicago, diz que os preços podem sofrer novas quedas, com o aumento da oferta de cacau no mercado. Em Londres, também houve vendas especulativas, e o contrato para março caiu 15 libras, para 947 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba caiu 2,4% no dia, para R$ 54,33, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Correção técnica
Os preços futuros do trigo fecharam com forte queda ontem nas bolsas americanas, pressionados por movimento de correção técnica no mercado, segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones. As cotações atingiram a menor baixa dos últimos três meses. Na bolsa de Kansas, os contratos para março encerraram o dia a US$ 8,6575 o bushel, com queda de 30 centavos. Em Chicago, os contratos para março fecharam a US$ 8,72 o bushel, com baixa de 30 centavos. Segundo a agência de meteorologia DTN Meteorlogix, há previsão de chuvas para a região produtora do Kansas, sobretudo o oeste do Estado, o que poderá beneficiar o trigo de inverno. No mercado paranaense, o preço médio da saca de 60 quilos ficou em R$ 34,77, segundo o Deral.
Chuvas no Brasil
O avanço da colheita nos EUA e notícias de que as chuvas no Centro-Oeste do Brasil facilitarão o plantio da safra nova pressionaram os preços futuros da soja ontem, na bolsa de Chicago. O contrato para janeiro caiu 18 centavos de dólar, para US$ 9,42 por bushel. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires acrescentaram que a alta do dólar tornou o mercado de commodities menos atrativo. Analistas estimam que a colheita nos EUA ultrapassa 50% da área, o que derruba preços também no mercado físico. Mike Tannura, do T-Storm Weather, informou à Bloomberg que as chuvas que atingiram o sudoeste de Goiás e Mato Grosso no último fim de semana permitirão o início do plantio da safra de soja no Brasil. No Brasil, o indicador Esalq/BM&F para a saca recuou 0,82%, para R$ 38,75.
Na esteira do trigo
Os preços futuros do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago, acompanhando a queda nos preços do trigo e da soja, informaram analistas à agência Dow Jones Newswires. Houve poucos negócios durante o pregão, em função do feriado nos EUA e no Canadá em homenagem à descoberta da América por Colombo. A alta do dólar, a queda nos preços do petróleo e o avanço da colheita de milho nos EUA no último fim de semana também ajudaram a pressionar os preços, segundo analistas. O Departamento de Agricultura (USDA) divulga hoje o relatório sobre a situação das lavouras nos EUA. O contrato para março recuou 2,75 centavos de dólar, para US$ 3,5625 por bushel. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&F para a saca recuou 0,27% no dia, para R$ 26,72.