Alternativas para produção do fumo são discutidas em seminário
A cultura fumageira na Bahia se destaca em segundo lugar no Nordeste e em quinto no ranking nacional, contudo, a importância da atividade está na expressiva geração de renda e ocupação no campo para agricultores familiares, responsáveis pela quase totalidade de produtores de fumo (98%). No Estado, essa atividade ocupa a mão-de-obra de mais de 15 mil lavradores e ainda emprega 4.739 pessoas no sistema integrado com as grandes firmas produtoras e exportadoras de fumo em folha e/ou charutos.
Base da economia de 36 municípios do Estado, a fumicultura foi tema de seminário que aconteceu ontem (10) em Salvador, com um debate amplo sobre o tratado internacional de saúde pública, Convenção Quadro, que prevê a erradicação gradativa das lavouras de fumo. Segundo o superintendente da Suaf, Ailton Florêncio, “o desafio é substituir, no caso da Bahia, a atividade fumageira por outra que tenha capacidade de gerar renda e postos de trabalho de maneira tão expressiva como a cultura do fumo. Buscar alternativas vantajosas para esses produtores é prioridade nacional e, portanto, do Governo do Estado”, considerou.
Na oportunidade, foram apresentadas e discutidas políticas públicas para a diversificação em áreas cultivadas com tabaco na região Nordeste. O seminário reuniu agricultores familiares, fumicultores e técnicos dos Estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e Paraíba.
O evento é uma realização do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e tem o apoio da secretaria estadual da Agricultura (Seagri), através da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf). O Seminário, que será realizado na Casa Kolping, no bairro da Boca do Rio, conta ainda com a participação de autoridades e de representantes da sociedade civil organizada.
Geração de emprego e renda
Vale ressaltar que na região do Recôncavo, principal produtora de fumo em folhas e responsável por 44% da produção no Estado, a cultura constitui-se uma das principais atividades agrícolas, juntamente com a mandioca, o feijão, o milho e citros. Dos 33 municípios da região, 19 cultivam fumo, proporcionando um faturamento, bruto, anual aos lavradores superior a R$ 16 milhões. As principais zonas de produção na Bahia estão em Cruz das Almas, Feira de Santana, e Alagoinhas.
Ainda no Recôncavo baiano, indústrias de charutos geram 1 mil empregos diretos e as empresas que processam e beneficiam o fumo, propiciam a criação de 4.138 empregos diretos, gerando uma massa salarial, descontando os encargos, superior a R$ 18 milhões/ano.
Segundo dados da diretoria de Política Agrícola, da Secretaria da Agricultura do Estado, a Bahia é o segundo maior produtor da região Nordeste e participa com aproximadamente 42% da produção de fumo em folhas, estando atrás apenas de Alagoas. O Estado ainda está no ranking nacional, como quinto produtor do país, devendo participar, na safra 2007, com pouco mais de 1,2 % da produção nacional de fumo em folhas.
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Ascom Seagri
11/10/2007
Ana Paula Loiola
3155-2767/2737