Dólar valorizado favorece balança comercial baiana

17/10/2007

Dólar valorizado favorece balança comercial baiana

 


As exportações da Bahia devem bater novo recorde este ano e alcançar a marca de US$ 7,5 bilhões, ou seja, 5% de participação no total das exportações brasileiras e 58% no Nordeste. Ano de muito bom desempenho também para as importações, que devem crescer 30% e chegar a US$ 5,8 bilhões, favorecidas pela valorização do real ante o dólar.

Os dados são uma projeção do Promo – Centro Internacional de Negócios da Bahia, órgão vinculado à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou, no início desta semana, o desempenho positivo da balança comercial baiana entre os meses de janeiro e setembro deste ano. Nesse período, as exportações registraram US$ 5,2 bilhões, 4,7% a mais que 2006. O saldo da balança comercial chegou a US$ 1,07 bilhão, com queda de 34,9% em relação ao mesmo período de 2006.

“As commodities agrícolas, a exemplo da soja (seja em grão, farelo ou óleo), algodão, café e frutas, tiveram suas vendas externas aumentadas e, além disso, mantevese a elevação dos preços de produtos petroquímicos, metalúrgicos, pneumáticos e celulose.

Estes fatores favoreceram as exportações, sobretudo para a Índia e a China, maiores atores do crescimento mundial. As empresas baianas aumentaram os preços dos seus produtos, em média, 11% até setembro. A tendência nos últimos anos foi de alta dos preços; 27% em 2006, e 8% em 2005. Seguindo a alta nas vendas, a produção industrial e agrícola tem perspectiva de crescimento”, avalia Arthur Souza Cruz Júnior, gerente de estudos e informações do Promo.

IMPACTO DO DÓLAR – O fator mais relevante na avaliação do comportamento das importações é a valorização do real, já que incentiva as importações e desestimula exportações. O mercado dos produtos automotivos apresenta sinais claros da tendência, com queda de 15% nas exportações, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“A demanda interna pelos produtos automotivos cresceu, assim como por fios de cobre para a indústria. O lado bom das importações é que as indústrias estão adquirindo bens de capital, ou seja, máquinas e equipamentos para aumentar a produção, e o que se espera é aumento no número de empregos. O câmbio favorável e o crescimento da economia em todas as categorias de produtos”, explica Souza Cruz.

Nos primeiros nove meses de 2007, as importações chegaram a US$ 4,2 bilhões, 24% a mais que o ano anterior. A importação de bens de capital foi a mais expressiva, com alta de 56,3%.