Governo lança Programa do Algodão do Vale do Iuiú

18/10/2007

Governo lança Programa do Algodão do Vale do Iuiú

 

 

Depois de 20 anos de decadência, o Vale do Iuiú voltará a ter espaço na cotonicultura, atualmente preenchido apenas pela região oeste do estado. Essa retomada faz parte do Programa do Algodão, que prevê a entrega de 28 tratores e implementos para subsolagem, 30 toneladas de sementes adaptadas à região, além de capacitação e assistência técnica para 700 agricultores familiares de oito municípios da região.
O programa desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), que terá um investimento de R$ 3,5 milhões, será lançado na próxima segunda-feira (22), no município de Guanambi, a 796 quilômetros de Salvador, com a presença do governador Jaques Wagner e do secretário da Agricultura, Geraldo Simões.
Segundo Simões, a proposta para a revitalização da cotonicultura no Vale do Iuiú, que compreende os de Brumano, Guanambi, Iuiú, Livramento de Nossa Senhora, Malhada, Palmas de Monte Alto, Pindaí e Urandi, consiste em aumentar a venda, não só do caroço, mas da pluma, agregando novas tecnologias. “Estaremos voltando a Guanambi, depois de 90 dias, com respostas e soluções para a cotonicultura do Vale”, completou.
As ações a serem implantadas, de caráter imediato, tiveram como base os temas abordados e discutidos com os agricultores familiares em agosto passado durante o seminário Desafio da Cadeia Produtiva do Algodão. A Seagri trabalhou nos últimos três meses em conjunto com uma coordenação executiva em Guanambi e uma coordenação estratégica em Salvador, além de envolver diversos parceiros e agentes financeiros para supervisionar as diretrizes definidas no seminário.
O programa ainda prevê acompanhamento da Empresa Baiana Desenvolvimento Agrícola (EBDA), com oficinas tecnológicas, pesquisa e extensão rural, e da Agência de Defesa Estadual Agropecuária da Bahia (Adab) na parte relacionada à defesa fitossanitária. Os dois órgãos são ligados à Seagri. Foi também, estabelecida a repactuação das dívidas dos agricultores junto aos agentes financeiros e a injeção de novos recursos para subsidiar as lavouras com novas tecnologias.
De acordo com o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, Wilton Cunha, a tendência é que a partir da colheita de 2008, que começa em março e segue até maio, sejam implantadas usinas de beneficiamento de algodão. “Com a implantação de novas tecnologias, tudo relacionado à cultura do algodão será aproveitado”.

Ascom/Seagri
Manuela Matos – 18.10.07