Commodities Agrícolas

19/10/2007

Commodities Agrícolas

 


Inflação americana


Os preços futuros da soja dispararam ontem (dia 18) na bolsa de Chicago, com compras de especuladores, atribuídas à pressão inflacionária nos EUA. O contrato para janeiro subiu 17,25 centavos de dólar, fechando a US$ 10,1025 por bushel. Segundo analistas ouvidos pela agência Dow Jones Newswires, a desvalorização do dólar em relação ao euro sustentou os preços das commodities em geral. A alta do petróleo também estimulou alta nos preços do óleo de soja e do grão. O atraso na colheita americana foi citado como outro fator altista. O Departamento de Agricultura (USDA) informou que as exportações até o dia 11 somaram 770,1 mil toneladas, dentro do esperado pelo mercado. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca recuou 0,2%, para R$ 40,48. 


Clima derruba


Os preços futuros do café despencaram ontem (dia 17), pressionados por vendas de fundos no mercado. A expectativa de chuvas para os próximos dias nas regiões produtoras de café também tirou o suporte dos preços dos grãos. Em Nova York, os contratos para março encerraram o pregão a US$ 1,2940 a libra-peso, com baixa de 410 pontos. Em Londres, os contratos para janeiro fecharam US$ 1.781 a tonelada, com recuo de US$ 9. Regiões produtoras de café, como Varginha, no Sul de Minas, estão recebendo chuvas, de acordo com a Somar. A região da Mogiana paulista também deverá receber precipitações. Analistas de mercado ouvidos pela Dow Jones informaram que os fundos realizaram lucro. Em São Paulo, a saca fechou a R$ 249,69, segundo o índice Cepea/Esalq. 


Exportação recorde


O avanço das exportações americanas de milho ajudaram a sustentar os preços futuros da commodity ontem (dia 18) na bolsa de Chicago. Segundo dados do Departamento de Agricultura (USDA), na semana encerrada no dia 11, os embarques de milho somaram 1,852 milhão de toneladas, 45% mais que em igual intervalo de 2006, e o maior volume semanal registrado desde 1994. A desvalorização do dólar e a alta do petróleo também ajudaram a estimular compras por especuladores, disse Bill Nelson, da consultoria A.G. Edwards & Sons, à agência Dow Jones Newswires. O contrato para março subiu 9 centavos de dólar e fechou cotado a US$ 3,8350 por bushel. No mercado interno, o preço médio da saca subiu 1,06%, para R$, 27,16, segundo o indicador Esalq/BM&F. 


Realização de lucro


Os preços futuros do suco de laranja voltaram a cair ontem (dia 18) na bolsa de Nova York, com vendas de fundos e outros especuladores, em um movimento de realização de lucros, referentes às altas consecutivas ao longo da semana. O contrato para janeiro recuou 430 pontos, para US$ 1,51 por libra-peso. Um analista ouvidos pela agência Dow Jones Newswires observou que, desde que o Departamento de Agricultura (USDA) divulgou sua nova projeção para a safra da Flórida, os preços mudaram de patamar, mas que, nos próximos dias, o mercado deve chegar a um equilíbrio de preços, que ele estima ser entre US$ 1,40 e US$ 1,45. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias foi cotado a R$ 9,84.