Commodities Agrícolas
Clima derruba
Os preços futuros do suco de laranja recuaram ontem na bolsa de Nova York, com vendas de especuladores, segundo a agência Bloomberg. Previsões de que o inverno será ameno na Flórida e notícias de que os pomares encontram-se em boas condições de produção estimularam as vendas de contratos, segundo analistas ouvidos pela agência. O contrato para janeiro recuou 225 pontos, ou 1,5%, para US$ 1,4340 por libra-peso. Os preços recuaram 27% neste ano, desde que analistas previram que a safra na Flórida será maior do que o previsto inicialmente pelo governo americano. A ausência de furacões no verão também ajudaram a derrubar preços. Em São Paulo, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco ficou em R$ 10,13, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Grãos pressionam
Os preços futuros do algodão fecharam com forte queda ontem, na bolsa de Nova York, pressionados pelo movimento baixista dos preços dos grãos. As cotações atingiram a menor queda das últimas três semanas. Na bolsa de Nova York, os contratos para março fecharam a 68,16 centavos de dólar por libra-peso, com recuo de 126 pontos. Analistas ouvidos pela agência Bloomberg informaram que o recuo dos preços da soja, milho e do trigo tiraram o suporte das cotações da pluma. A colheita de algodão na China, Índia e nos Estados Unidos, os três maiores produtores mundiais, também estão exercendo pressão sobre os preços. No mercado paulista, o algodão encerrou o dia a R$ 1,1959 a libra-peso, com ligeira alta de 0,03%, segundo o índice Cepea/Esalq.
Excesso de oferta
Os preços futuros da soja caíram ontem na bolsa de Chicago, sob influência do mercado físico, que apresenta oferta excessiva do grão nos EUA em função da colheita. Segundo o Departamento de Agricultura (USDA), 75% da safra foi colhida e muitos dos produtores, com problemas para armazenar os grãos nas fazendas, estão colocando a soja no mercado a preços mais baixos, segundo a Bloomberg. A queda nos preços do milho também ajudaram a estimular as vendas, segundo analistas. O clima no Meio-Oeste dos EUA segue favorável para a colheita. Chuvas impedem a colheita apenas em algumas partes de Nebraska e Iowa. O contrato para janeiro recuou 5,50 centavos de dólar, para US$ 9,9375 por bushel. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para a saca teve alta de 0,35% no dia, para R$ 40,29.
Rolagens de posições
Os preços futuros do milho recuaram ontem na bolsa de Chicago com vendas especulativas e rolagens de posições, informou a Dow Jones Newswires. O contrato para março caiu 4,25 centavos de dólar e fechou a US$ 3,7350 por bushel. O excesso de oferta de milho no mercado físico por conta da colheita avançada nos EUA também pressionou os preços. Segundo o Departamento de Agricultura (USDA), 60% da safra já foi colhida. A Meteorlogix prevê para os próximos dez dias temperaturas acima do normal e pouca chuva, facilitando a colheita no Meio-Oeste americano. Segundo alguns analistas, o mercado hoje será direcionado pelo balanço de exportações semanais, que o USDA divulgará pela manhã. No Brasil, a saca subiu 0,88% no dia, para R$ 28,04, segundo o indicador Esalq/BM&F.