Tecnologia no agronegócio
26 de Outubro de 2007 - Enquanto o mundo se volta para o etanol brasileiro, uma revolução silenciosa acontece no setor agrícola: o avanço da tecnologia. O desenvolvimento tecnológico, fator primordial para a melhoria dos processos produtivos das culturas do Brasil nos últimos anos, é em boa parte responsável pela colheita recorde de grãos que o País colherá nesta safra.
A tecnologia avançou em diversos campos, desde o melhoramento genético, criando variedades e cultivares resistentes a doenças e pragas, até o surgimento de softwares de gestão aplicados à agricultura, passando pelo desenvolvimento de máquinas agrícolas mais eficientes e assistência técnica de qualidade de engenheiros agrônomos, agrícolas e demais profissionais de ciências agrárias.
O uso de novas ferramentas tecnológicas coloca o Brasil definitivamente no patamar das grandes potências agrícolas. Tomando a produção de cana como exemplo (hoje, cada vez mais emblemático, com a ascensão do etanol como matriz energética mundial), podemos citar os avanços em logística. O transporte da cana, antes uma grande preocupação dos produtores, é hoje feito de maneira eficiente, com uma frota menor e menos custo (sem mencionar o ganho ambiental), graças ao controle automatizado do percurso dos caminhões entre o campo e a indústria. Eficientes softwares de logística de transportes encurtaram as distâncias e permitiram a redução de custos nessa área.
O emprego de novas tecnologias, sobretudo o da tecnologia da informação (TI), deixou de ser um luxo. A diminuição dos preços dos equipamentos (desktops, palmtops, coletores de dados, servidores, equipamentos de rede, acesso à internet banda larga e uso de satélites) tornou viável a aplicação da TI, condição indispensável na administração das empresas agrícolas, que passaram a ter maior porte e volume de produção e abandonaram o uso de "fichas de controle" ou de planilhas eletrônicas convencionais. A automatização de operações tornou-se uma realidade desde a lavoura até as redes de computadores nos escritórios das empresas.
A adoção de novas ferramentas tecnológicas no campo é um caminho sem volta e em pleno desenvolvimento. Com o amadurecimento da tecnologia aplicada ao agribusiness, as perspectivas de produção para 2008 são muito boas. Produtores de determinados setores, como os de algodão e soja, estão em fase de recuperação e, com isso, puderam investir em máquinas, implementos e insumos.
As incertezas de mercado e a baixa cotação do dólar ainda são um obstáculo a ser superado, mas enquanto isso não se resolve, o empresário rural brasileiro se concentra em sua atividade, tirando o melhor proveito possível de suas propriedades com o auxílio das novas tecnologias.
Toda melhoria no setor produtivo se reflete no setor de serviços e na pesquisa tecnológica. Com isso, teremos em 2008 a manutenção dessa tendência de adoção de tecnologias que impulsionem a vocação agrícola do Brasil.