Commodities Agrícolas
Sem demanda
Os contratos futuros do trigo encerraram em baixa ontem. Na bolsa de Chicago, os contratos para entrega em dezembro recuaram 6 centavos de dólar e fecharam a US$ 8,08 por bushel. Em Kansas, que comercializa o trigo americano de melhor qualidade, a queda foi de 5 centavos, para US$ 8,32 por bushel. De acordo com Shawn McCambridge, analista-sênior de grãos da Prudential Financial, de Chicago, o mercado seguiu sem uma direção clara, com a falta de demanda. Segundo analistas ouvidos pela Bloomberg, os importadores estariam desacelerando os pedidos após um período de compras que provocou alta recorde nos preços do cereal em setembro. No mercado paranaense, a saca de 60 quilos encerrou o dia cotada a R$ 32,56, variação de 0,12%, segundo o Deral.
Alta em Nova York
Os preços futuros do suco de laranja subiram ontem (dia 31) na bolsa de Nova York, com cobertura de posições por especuladores, segundo a agência Dow Jones Newswires. "Houve vendas no fim do pregão e compradores cobriram posições. Mas foi um pregão tranqüilo", disse um analista à agência. O contrato para janeiro subiu 140 pontos, para US$ 1,3870 por libra-peso. Alguns analistas acreditam, no entanto, que não há suporte esse nível de preços e a tendência é que os preços baixem para algo próximo a US$ 1,3480. Há previsões de que a tempestade tropical Noel alcançará a Flórida em poucos dias, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA. No Brasil, a caixa de 40,8 quilos da laranja vendida às indústrias foi cotada a R$ 10,68, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Petróleo puxa
Os preços futuros da soja subiram ontem (dia 31) na bolsa de Chicago, com compras de especuladores e fundos, influenciados principalmente pela alta do petróleo, que estimulou o aumento nos preços do óleo de soja, segundo analistas ouvidos pela agência Bloomberg. Os preços do petróleo chegaram ao recorde de US$ 94,74 o barril após o Departamento de Energia dos EUA informar queda inesperada nos estoques de petróleo na semana passada. A alta elevou o interesse de investidores por matérias-primas para a produção de biocombustíveis, como soja e milho. O contrato de soja para janeiro subiu 16,50 centavos de dólar, para US$ 10,2575 por bushel. No Brasil, o preço médio da saca subiu 0,57%, para R$ 40,34, segundo indicador Esalq/BM&F. No mês, a alta foi de 0,4%.
Dólar impulsiona
Os preços do milho encerraram em alta ontem no mercado americano, na medida em que a queda do dólar frente a uma cesta de seis moedas reduziu os custos de compra do grão para os importadores. "As exportações dos Estados Unidos são impressionantes, e isso é impacto da desvalorização do dólar", disse à agência Bloomberg o analista e broker Jim Riley, do Linn Group, de Chicago. Em Chicago, os contratos para entrega em dezembro subiram 5,25 centavos de dólar, ou 1,4%, para US$ 3,755 por bushel. Os para entrega em março de 2008 tiveram a mesma alta e encerraram o dia a US$ 3,9275 por bushel. No mercado doméstico, a saca de 60 quilos do milho fechou cotada a R$ 29,13, alta de 0,85%, segundo o Cepea/Esalq. No mês, o milho acumula alta de 6,63%.