EBDA incentiva produçãode abacaxi em Itaberaba

06/11/2007

EBDA incentiva produçãode abacaxi em Itaberaba

 

Mais de 70% da produção de abacaxi, da safra 2007, em Itaberaba, já foi comercializada para os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Brasília e para Salvador.

A produção estimada é de 60 milhões de frutos, com um valor médio da unidade em torno de R$ 0,80.

Comparado ao de 2006, o preço teve incremento de 30%, beneficiando mais de 1,2 mil produtores familiares do município.

A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) é a responsável pela implantação e desenvolvimento da cultura na região.

A cultura do abacaxi, em Itaberaba, representa a principal atividade do agronegócio regional, particularmente para o agricultor familiar.

As ações técnicas, coordenadas pela empresa, são a mola propulsora para o crescimento da produção, da produtividade e da qualidade do produto.

Outro fator importante foi o lançamento da variedade pérola, que contou com a participação da Embrapa Mandioca e Fruticultura e que permite frutos mais doces e plantas mais resistentes ao clima e a doenças.

"Essa variedade proporcionou uma marca de qualidade ao município, nacionalmente reconhecida e respeitada", diz o técnico de extensão da EBDA, Augêncio César Ferraz Santos.

Estado é o quarto produtor

Segundo dados da Embrapa, só na região de Itaberaba, são mais de 1,2 mil produtores; dos quais a maioria é composta por agricultores familiares, com uma área total de mais de três mil hectares cultivados e uma receita anual de mais de R$ 30 milhões.

A Bahia é o quarto maior produtor de abacaxi do Brasil, com 4,8 mil hectares de área plantada e colheita de 143 mil toneladas por ano.

Polpa amarela

 Os produtores de Itaberaba, que já exportam para diversos estados do Sul, Sudeste e Nordeste do país, através da Coopaita, estão buscando ampliação desse comércio, com exportações do fruto para a Europa.

Contudo, o produto da variedade pérola, que é a mais cultivada na região, apesar de mais doce, contém a polpa esbranquiçada, o que está dificultando a aceitação do produto pelo consumidor europeu, que tem sua preferência no fruto com a polpa amarelada.