Gestores públicos discutem programa para o desenvolvimento do semi-árido
O semi-árido baiano vai contar com um programa específico.
O Programa de Desenvolvimento do Semi-árido, que está sendo formulado por gestores de 10 secretarias estaduais, sob a coordenação da Casa Civil, vai ser lançado ainda este ano pelo Governo do Estado.
Ontem, representantes das diversas secretarias se reuniram, na Governadoria, para discutir os levantamentos e demandas da região, que sofre com a falta de água e possui o mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado.
O encontro contou com a participação da professora Tânia Bacelar, especialista em desenvolvimento regional e ex-secretária do Planejamento de Pernambuco. Ela foi a responsável pelo Programa Nacional de Desenvolvimento Regional, do governo federal.
Desafio
O objetivo é construir uma proposta de intervenção integrada e sustentável para os municípios da região nordeste da Bahia, capaz de melhorar os atuais indicadores sociais e econômicos.
"O que a gente vai pensar tem que ser ecologicamente sustentável, socialmente includente e economicamente viável", destacou a professora.
Para ela, o grande desafio é montar uma estrutura produtiva para que as pessoas sejam capazes de produzir e acumular.
"Pensar esse programa de forma integrada, como está sendo feito, o tornará aplicável. Isso é mais produtivo do que enviar pacotes prontos para as secretarias", disse Tânia Bacelar.
A secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, acredita que este será um dos mais complexos e importantes programas do governo.
"O semi-árido vai dar certo, se houver uma parceria entre o governo e os municípios. Essa região necessita de ações articuladas", disse.