Obras da Ferrovia Oeste/Leste devem começar no próximo ano
O Ministério dos Transortes e o Governo da Bahia iniciaram ontem as primeiras providências para os estudos de viabilidade, modelagem e execução das obras de construção da Ferrovia da Integração Oeste/Leste.
A obra, inicialmente orçada em R$ 2,5 bilhões, vai dinamizar a economia da região oeste do estado ao facilitar e reduzir significativamente os custos de escoamento da produção até um porto no litoral.
A previsão é de que a construção da nova ferrovia seja iniciada já no segundo semestre do ano que vem, com traçado total podendo alcançar uma extensão de 1,2 mil quilômetros.
A intenção é entregar o primeiro trecho até dezembro de 2009.
O diretor-presidente da empresa Valec, José Francisco das Neves, esteve em Salvador ontem para uma reunião com a secretária da Casa Civil do Estado, Eva Chiavon, e o secretário de Planejamento, Ronald Lobato, além de técnicos da Secretaria de Infra-estrutura.
A Valec é uma companhia estatal da área de engenharia e construção de ferrovias ligada ao Ministério dos Transportes.
A vinda do presidente da companhia a Salvador acontece menos de 15 dias depois que a construção da ferrovia foi confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última visita que fez à Bahia, no dia 29 de outubro.
"O que demonstra quanto os governos federal e estadual estão empenhados no projeto da ferrovia, que desta vez sai mesmo do papel", afirmou Eva Chiavon.
Ela ressaltou o empenho do governador Jaques Wagner para que a obra fosse incluída no Plano Nacional de Viação.
"É uma obra que vai proporcionar a inserção da Bahia na logística nacional de transporte, também servindo para o escoamento da produção do Tocantins, Goiás e norte de Minas Gerais", frisou a secretária.
Na reunião com o presidente da Valec, ficou também acertado que todos os estudos já realizados pelo Governo do Estado serão encaminhados pela Casa Civil à Valec com o objetivo de agilizar a implantação do projeto.
Caberá a estatal elaborar os estudos finais de viabilidades técnica, econômica, financeira e ambiental, que vão ajudar a definir o melhor traçado da ferrovia.
A Bahia conta hoje apenas com a ferrovia que faz a ligação entre a região sudoeste ao Porto de Aratu, seguindo para o município de Juazeiro, ao norte.
O traçado, entretanto, não atende ao oeste, hoje um dos principais pólos do agronegócio do país.
"É uma malha que não é compatível com o crescimento econômico que o estado vem alcançando e sua projeção futura, mas a nova ferrovia suprirá esta carência, representando um grande indutor do desenvolvimento não só da Bahia, mas de todo o Nordeste", concluiu Eva Chiavon.